“Os médicos brasileiros não são contra a vinda de médicos estrangeiros”

Publicado em 31 de agosto de 2013

 

AmouryO texto abaixo foi extraído do perfil do médico marabaense Rodolfo Amoury, no Facebook, a respeito  do imbróglio que envolve médicos brasileiros  X médicos estrangeiros.

Como o blog tem publicado, nos últimos dois meses, textos pinçados de outros sítios, daqueles que defendem a classe médica (Aqui, Aqui  e   Aqui) e dos que  denunciam corporativismo e, até, racismo, de alguns profissionais da medicina, o texto de Rodolfo Amoury é bastante oportuno.

Vamos a ele:

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Um amigo Jornalista, referindo ao momento dos médicos no Brasil, fez-me a seguinte colação: – Vocês perderam a batalha da comunicação com a sociedade.

 
Fiquei com aquilo na cabeça e fui raciocinar sobre “vencer” e “perder”.

Acabei lembrando um texto de Mauro Justino…

“VENCEDORES E DERROTADOS

Quando um VENCEDOR comete um erro, diz: “Enganei-me“, e aprende a lição.

Quando um DERROTADO comete um erro, diz: “A culpa não foi minha“, e responsabiliza terceiros.

Um VENCEDOR sabe que a adversidade é o melhor dos mestres.

Um DERROTADO sente-se vítima perante uma adversidade.

Um VENCEDOR sabe que o resultado das coisas depende de si. 

Um DERROTADO acha-se perseguido pelo azar.

Um VENCEDOR trabalha muito e arranja sempre tempo para si próprio.

Um DERROTADO está sempre “muito ocupado” e não tem tempo sequer para os seus.

Um VENCEDOR enfrenta os desafios um a um.

Um DERROTADO contorna os desafios e nem se atreve a enfrentá-los.

Um VENCEDOR compromete-se, dá a sua palavra e cumpre.

Um DERROTADO faz promessas, não “mete os pés a caminho” e quando falha só se sabe justificar.

Um VENCEDOR diz: “Sou bom, mas vou ser melhor ainda”.

Um DERROTADO diz: “Não sou tão mau assim; há muitos piores que eu”.

Um VENCEDOR ouve, compreende e responde.

Um DERROTADO não espera que chegue a sua vez de falar.

Um VENCEDOR respeita os que sabem mais e procura aprender algo com eles. 

Um DERROTADO resiste a todos os que sabem mais e apenas se fixa nos seus defeitos.

Um VENCEDOR sente-se responsável por algo mais que o seu trabalho. 

Um DERROTADO não se compromete nunca e diz sempre: “Faço o meu trabalho e é quanto basta”.

Um VENCEDOR diz: “Deve haver uma melhor forma de o fazer. . .”

Um DERROTADO diz: “Sempre fizemos assim. Não há outra maneira.”

Um VENCEDOR é PARTE DA SOLUÇÃO.

Um DERROTADO é PARTE DO PROBLEMA.

Um VENCEDOR consegue “ver a parede na sua totalidade”. 

Um DERROTADO fixa-se “no azulejo que lhe cabe colocar”.”

Depois de raciocinar, percebo que muitos estão se preocupando com o “azulejo” (número de médicos) e esquecendo-se da “parede” (qualidade dos profissionais, estrutura para atendimento, medicamentos, leitos e etc.).

Não sou contra a vinda de médicos ao nosso País, pois já existe a possibilidade de qualquer profissional estrangeiro exercer a Medicina no Brasil quando avaliado pelo REVALIDA, programa de avaliação da capacidade médica instituído pelo Ministério da Saúde e Ministério da Educação, ou seja, o próprio Governo Federal e não pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Bradam a todos os cantos, a existência de cidades pagando 40 mil reais para médicos e ninguém vai. Por que os estrangeiros não fazem o REVALIDA, passam e vão assumir esses lugares? Com certeza, ganharão mais do que receberão pelo programa “Mais Médicos”.
Isso demonstra que o problema não é dinheiro, mas condições dignas de trabalho ao profissional para dar atendimento de qualidade ao paciente, seja ele quem for. Não é porque vamos atender no interior que devemos atender “nas coxas”, no improviso e colocando em risco a vida do paciente. Queria ver se os políticos se sujeitariam a serem atendidos nessas condições.

Os médicos brasileiros não são contra a vinda de médicos estrangeiros, mas que esses passem pelo processo natural de avaliação. Se fossemos desfavoráveis, faríamos movimentos contra o REVALIDA.

Somos taxados de mercenários, burgueses e elites, por não querermos atender nos rincões do Brasil. Mas receber 40 mil reais por mês para fazer a Medicina do “ao ao” e do despacho, despachando os pacientes em ambulâncias e direcionando “ao” hospital regional e “ao” hospital municipal de outra cidade é bem atrativo. Estaríamos enganando a população e, ao final de 3 anos, com quase 1,5 milhão de reais no bolso sem esforço algum.

Isso não é ser mercenário, é ser honesto com a população, é se recusar a praticar uma Medicina de péssima qualidade ao povo que mais precisa de atendimento. Se o problema fosse dinheiro essas cidades estariam cheias e com fila de médicos.

Os hospitais da Rede Sarah Kubitschek e o Hospital do Câncer de Barretos são de atendimentos de SUS e os médicos não ganham rios de dinheiro, mas tem uma estrutura invejável e que, verdadeiramente, salvam vidas. Lá não faltam médicos.

Na minha cidade, temos uma equipe de Cirurgia Geral que ganhava, há 5 anos, metade do que no final do ano passado e operava, naquela época 8 vezes mais que o final do mandato do último prefeito. Ficamos mais de um ano e meio sem cirurgia eletiva por culpa da gestão e, detalhe, a equipe de cirurgiões aumentou.

Sendo assim, vem a pergunta: O problema é mais médicos ou melhores condições de trabalho?

Primeiro dê todas as condições básicas para um trabalho digno e depois cobre. Se, mesmo assim, algum profissional não fizer o serviço que seja punido.

Daí, lembrando o amigo Jornalista, pensei: não somos derrotados na batalha da comunicação com a sociedade, mas vitimas como todo o povo. 

Nós não temos a mídia ao nosso lado e nem um discurso coerente, de quem se utiliza dos holofotes, que exemplifique que a saúde é feita de planejamentos e não de rompantes. 

Temos de torcer para dar certo. Pois, com certeza, os maiores prejudicados não serão os médicos e sim os mais necessitados.

“Estrada do Arroz” será asfaltada

Publicado em 31 de agosto de 2013

 

A chamada “Estrada do Arroz”, que liga Imperatriz a São Pedro da Água Branca, será asfaltada ainda este ano.

Para quem mora em Bom Jesus, Abel Figueiredo e  Rondon, em bom estado de trafegabilidade,   a rodovia será o caminho mais curto para quem  se  dirige a Imperatriz.

Da BR-222 (antiga PA-70) até São Pedro, são apenas 12 km de distância. Este trecho, no entanto, não receberá asfalto do governo maranhense.

Comissão de Licitação publica Nota de Esclarecimento

Publicado em 31 de agosto de 2013

Nota assinada pelo advogado  Odilon Vieira Neto, presidente da Comissão Permanente de Licitação, da Prefeitura de Marabá, foi enviada ao blog,  com pedido de publicação. Segundo a assessoria de comunicação da prefeitura de Marabá, Nota foi destinada, anteriormente, ao jornal Correio do Tocantins, com pedido de direito de resposta, esclarecendo notas da coluna “Repórter Tocantins”, edição de  quinta-feira, 29,  com alusão a publicações de editais de licitações, em jornais de Belém. Na íntegra, nota da CPL:

Senhor Redator-Chefe:

 

Venho através deste,  exercer o Direito Republicano de resposta, diante da reportagem veiculada neste jornal, acerca da publicidade  das licitações, âmbito PMM,  o que fazemos nos seguintes termos:

“O governo Maurino Magalhães acabou sim, basta verificar o calendário, olhar nas ruas  e perguntar ao povo.

A publicação de extratos de editais, em JORNAL DE GRANDE CIRCULAÇÃO, em procedimentos licitatórios, não é questionável, nem faculdade da Administração Pública, é obrigação legal, que deve ser cumprida apenas não só no Pará,  e sim em todo território nacional. Em que pese a grandiosidade desse Correio do Tocantins, por não atender os quesitos legais, não pode substituir  as publicações realizadas em jornal  DIÁRIO DE GRANDE CIRCULAÇÃO. Ressalte-se que além do JORNAL DIÁRIO DE GRANDE CIRCULAÇÃO, também são feitas publicações  nos Diários Oficiais da União e do Estado do Pará.

O Tribunal de Contas da União já enfrentou esse tema:

 

 {…} O TCU decidiu anular  tomada de preços diante da ausência de publicação  do aviso do edital  em jornal de grande circulação  no Estado ( TCU – Processo  No. 775.008/97-4. Decisão No. 674/1997 – Plenário)

 

Diferentemente do informado nesse Correio do Tocantins, a verdade é que,  devido à publicidade que a PMM disponibiliza suas licitações, as empresas marabaenses estão participando  amplamente  dos certames licitatórios, e, em muitos casos vencendo.

Existe uma empresa especializada em realizar publicações, que foi contratada, após o devido processo licitatório, sendo 0 (zero) % a taxa de administração. A empresa vencedora tem sede em Belém, todavia, poderia ser de qualquer lugar da federação, pois não existe dispositivo  legal que impeça empresas brasileiras participarem de processos licitatórios  brasileiros. Inclusive, esse Correio do Tocantins está no rol dos veículos de comunicações,  que realizam publicações  de atos administrativos da PMM, já tendo recebido vários pagamentos este ano, totalizando, segundo a empresa responsável pelas publicações, a quantia de R$ 36.450,00 (trinta e seis mil quatrocentos e cinquenta reais).

Ministérios Públicos, Órgãos de controle interno e externo, ACIM e licitantes até a presente data, NÃO FORMALIZARAM qualquer reclamação, acerca da não publicação  de extratos de editais nesse Correio do Tocantins, sendo a reportagem veiculada nesse Correio do Tocantins a primeira manifestação nesse sentido.

O único veículo de comunicação prejudicado, é o jornal Opinião, por ter vínculo com o atual gestor, e está fora do contrato de publicações.

Caso seja necessário publicar, extrato de editais licitatórios,  nesse valoroso  meio de comunicação, quem acabará por pagar a conta é o povo de Marabá”.

 

Odilon Vieira Neto

Coordenador  do Departamento de Licitação

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NB: os grifos, em caixa alta,  são do próprio redator  da nota da CPL.

 

Abaixo, print das três notas do Repórter Tocantins:

CT CT 2 CT 3

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Atualização às 17:20

 

Diretor de Redação do Correio do Tocantins, Patrick Roberto, acaba de comunicar ao poster que recebeu oficio da CPL, no final da tarde de sexta-feira, solicitando Direito de Resposta às notas veiculadas na coluna  “Repórter Tocantins”.

“Como você sabe, a Redação não é obrigada a publicar pedido de direito de resposta, na edição seguinte, inda mais quando o documento chega  às  nossas mãos em horário adiantado, como foi este caso”, disse Patrick, que considera “descortesia, por parte da prefeitura, tornar  público um ofício originalmente endereçado ao jornal”, sem antes ter certeza  se o veículo iria ou não publicar a posição do órgão.

O diretor do CT disse também que estava aguardando a resposta da CPL às notas veiculadas, e que a mesma será publicada no jornal.

Briga entre juíza e MP coloca em xeque estabilidade da Justiça de Marabá

Publicado em 31 de agosto de 2013

 

Harmonia, a bem da verdade, nunca houve, entre o Ministério Público  e o judiciário de Marabá.

Entre tapas e beijos, as duas instituições se suportam, pelo menos no município.

Mas há momentos  de guerra  declarada, como fez agora a juíza da 3a Vara Cível, Maria Aldecy, dos feitos da  Fazenda.

Ao sentenciar,  ação de improbidade administrativa com pedido de afastamento do ex-prefeito Maurino Magalhães, proposta pelos promotores Josélia de Barros, Júlio César Costa e Mayanna Silva de Souza, a magistrada  fulmina o trio, que já havia pedido, em dezembro passado,   a exceção de suspeição da juíza.

Olha a pancada da juíza:

“O parquet (MP) monta todo um teatro orquestrado e mirabolante a fim de configurar a decisão de excepta de parcial e interessada no deslinde da causa, inclusive citando a colecionando opinião pública das mais diversas, como jornais, ajuntamento liderado  pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação, blog´s, enfim, uma gama de artefatos e adereços para pressionarem a excepta (juíza)  a decidir de acordo com as suas vontades, cedendo a “pressão popular”, que na verdade eram meia dúzia de inteessados em cargos públicos, considerando a recente eleição municipal em que o prefeito in question Maurino Magalhães não foi reeleito”.

Mais adiante, outra pancada no fígado, ao levantar a expressão “manobras processuais  e políticas”:

 

“Observa-se que os motivos alegados como condicionantes do incidente levantado padece de substrato legal, o que nos leva a latente conclusão de que se trata de manobras processuais projetadas no sentido de criar um Juízo ou Tribunal de Exceção a fim de conseguir (o MP) o seu desiderato”.

 

Maria Aldecy não economia expressões fortes para desconstruir o Ministério Público:

 

“Fica latente  que a verdadeira pretensão do ministério Púbico não era solucionar o problema da saúde como vinha sendo feito, mas simplesmente o afastamento sumário do prefeito de seu cargo, em uma verdadeira tendência de manobras políticas a fim de favorecer terceiros”.

Gravíssima, a expressão “favorecer terceiros”!

Maria Aldecy diz, em seu despacho, que o Ministério Público “montou um circo”.

Montou-se um circo orquestrado e bem planejado com o intuito de manobrar o livre convencimento da excepta para que cedesse às pressões externas e não julgasse de acordo com o seu livre convencimento motivado. Ora, se o parquet tinha tanta certeza do direito invocado, por que não agravou da decisão, seria mais prático e rápido e, com certeza, sendo justa a sua pretensão, a justiça dobrar-se-ia aos seus argumentos. No entanto, preferiu açodar o relacionamento desta magistrada com as suas farpas e  afiadas, como  já de costume, considerando as inúmeras representações gratuitas contra esta magistrada, as quais foram arquivadas pela ausência de fundamento legal e da impropriedade da via eleita”.

O troco da magistrada é o tema recorrente em conversas, no fórum e nos meios jurídicos da cidade.

Maria Aldecy não reconheceu  o pedido de suspeição feito pelos três promotores, enviando a bronca para o Tribunal de Justiça do Estado.

Mais:  incluiu no feito, juramento de suspeição contra os promotores Júlio César, Josélia de Barros e Mayanna Souza.

“Considerando que este Juízo é privativo dos feitos da Fazenda, entendemos que não são as ações que devem se deslocarem para acompanhar os promotores, mas estes devem se afastarem  para não macularem o devido processo legal e o princípio do juiz natural.

 

NB: os grifos são do blog

Instabilidade no garimpo pode inviabilizar o futuro de Curionópolis

Publicado em 31 de agosto de 2013

 

 

O futuro administrativo do município de Curionópolis depende dos projetos da Vale.

Pelo menos, é o que  se acredita, caso os investimentos anunciados pela mineradora sejam realmente aplicados no município.

São dois:  Serra Leste, de ferro; e, Cristalino, exploração de cobre.

Mas, a depender da instabilidade, outra vez, instalada nos arredores do garimpo de Serra Pelada, gerada pelos conflitos entre supostas lideranças de garimpeiros, a retomada das ações em Serra Leste não será acionada tão cedo.

Pelo menos é essa disposição da mineradora revelada por dirigente da mesma, conversando com o poster, nesta sexta-feira.

“Ali virou um paiol de pólvora. Ninguém consegue se entender com ninguém. Enquanto o quadro de instabilidade não for  contornado, a Vale não tem condições de trabalhar Serra Leste”, disse.

E, pior, nem Cristalino,

Incluído em 2011 no plano de  negócios da Vale, Cristalino  anunciava  desembolso de US$ 267 milhões, previsto para produzir 95 mil toneladas de cobre.

O Serra Leste fez a população de Curionópolis sonhar em dias melhores, quando a companhia revelou a disponibilidade de  cerca de 400 novos empregos diretos, para trabalharem na produção 2 milhões de toneladas anuais de minério de ferro, com investimento de R$ 300 milhões.

Só de ISS, o imposto sobre serviços, a receita de Curionópolis aumentaria 50% com Serra Leste, declaravam executivos da mineradora.

Com a bagunça instalada em Serra Pelada, cuja mina de ouro  fica próximo às jazidas minerais da Vale, tudo pode ir por água abaixo.