Hiroshi Bogéa On line

“Tinha um médico chamado Capitão Walter…”

 

 

O coronel aposentado de Belém reconhecido por Soldados da Guerrilha do Araguaia como o médico supostamente participante da morte de guerrilheiros com injeções letais, foi citado algumas vezes nas conversas que este pôster manteve com ex-torturados da guerrilha, durante uma série de entrevistas gravadas na região do Bico do Papagaio, quatro anos passados.

O médico agora alvo de matéria do portal UOL, vez por outra, nas sessões de depoimentos que este blog já postou, era citado sempre em formato de uma mesma frase: “Tinha um médico chamado Capitão Walter que aparecia na ´Bacaba´(centro de tortura localizado na rodovia Transamazônica)…”

Apesar da lucidez de todos os entrevistados, as citações de Walter Monteiro, hoje com 74 anos, eram sempre envoltas a nebulosas lembranças. As rápidas passagens de histórias envolvendo a participação do médico militar em alguns episódios foram descritas sem a convicção necessária dos fatos consumados.

A força do tempo traçado ao longo de quarenta anos apagara da memória dos entrevistados o verdadeiro roteiro do dia a dia do médico na guerra suja do Exército.

Hoje, reconhecido por outros personagens que também tiveram importante papel na Guerrilha do Araguaia, “capitão Walter” pode, sim, ter sujado sua mão com o sangue de jovens brasileiros que apenas sonhavam em viver num país de liberdades individuais e democraticamente justo.

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11 Comentários

  1. Karla Maués

    18 de agosto de 2011 - 16:49 - 16:49
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    Minha nossa, Karla é um Spam. Quem diria.

  2. Mitiko

    18 de agosto de 2011 - 12:46 - 12:46
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    Bons comentários. Concordo muito com o Carlos André…e mais ainda com o comentário do Paulo Pereira. Apenas pra acrescentar, minha filha, adolescente, disse que quer sair do Brasil…Disse que do jeito que as coisas estão sendo conduzidas, nas próximas eleições Fernandinho Beira-Mar sai candidato e, com grandes chances de ganhar…Triste!!!

  3. Carlos André

    17 de agosto de 2011 - 16:56 - 16:56
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    Nessa historia toda não tem nenhum coitadinho. Os Guerrilehiros sabiam oq os esperavam se fossem capturados, assim como, também faziam sua própria “justiça” contra os traidores e caguetas. Roubo a banco, sequestros assassinatos ações tão criminosas quanto a brutal repressão do exercito e outros aparatos governamentais.
    Aquela foi uma época excessos, de ambas as partes, onde os dois lados estavam certos, e também, estavam errados. Os Militares evitaram que o Brasil se tornasse mais uma republiqueta comunista-solcialista ( uma pseudo-cuba ), e os Movimentos de resistência a ditadura, forçaram uma volta a normalidade institucional com a volta do poder político as mãos civis.

  4. Karla Maués

    17 de agosto de 2011 - 16:01 - 16:01
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    Segundo Sizenando Bulhosa, Karla não existe, é um spam da rede social do Não.

  5. Augusto

    17 de agosto de 2011 - 15:51 - 15:51
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    Pobre Brasil. Parece que algumas pessoas (ANONIMO agosto 17th, 2011 at 7:53 e Karla Muaés agosto 17th, 2011 at 10:26) vivem alienadas do mundo, não cosneguem sequer entender a história do próprio país expressam tamanha torpeza de pensamento, típica da direita que tanto mal causa à humanidade. Ainda bem que temos pessoas lúcidas (João Dias agosto 17th, 2011 at 10:22 ) pra contrapor tanta torpeza de pensamento. E, acima de tudo, como é boa a democracia, pra permitir uma opinião dessas sem que o autor leve uma cadeia. Aliás, acho que no mínimo o MP deveria estar atento para este tipo de opinião e abrir um processo por incitação ao crime, pois pelo que sei, incitação ao assassinato não é legal sob as nossas leis. Viva a democracia.

    Prefiro mil vezes uma democracia por mais capenga que a mais organizada das ditaduras.

    Saudações democráticas.

    com

  6. ANONIMO

    17 de agosto de 2011 - 14:13 - 14:13
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    “Milhões de cidadãos têm na presidente(Dilma) uma referência de força e coragem.Que Dilma Roussef continue a fazer sua faxina e que seu se espalhe por todos os niveis da admnistração pública” Taí a revista VEJA sendo justa com quem tem a dignidade do cargo que ocupa. O que jamais foi visto no governo do ex que já quer ser o futuro. Pode isso ???

  7. Paulo Pereira

    17 de agosto de 2011 - 11:29 - 11:29
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    Caro Hiroshi,

    Há um sentimento de revolta, por enquanto ainda surdo, que começa a crescer no seio da população que se sente desprotegida ante a conivência do Poder Público com os que transgridem a Lei e vilipendiam o patrimônio adquirido com sacrificio pelo cidadão.Ninguém suporta mais ver os Direitos Humanos a socorrer tão somente os bandidos e calar-se covardemente quando o prejudicado é o homem honesto, trabalhador e produtivo, com medo da repercussão na mídia internacional, que interfere e gerencia estas condutas em nosso País.Ninguém aguenta mais assistir o MST a bloquear rodovias e invadir predios públicos e imóveis rurais produtivos ou não (assumindo uma competencia de executor da reforma agrária, que a Constituição não lhe atribui) com o beneplácito da Justiça e do Govêrno.O Governo fomenta a luta de classes e comanda o processo de destruição da familia (com a oficialização da união homossexual), promovendo o contrôle da natalidade e a diminuição da população, através de casais que jamais poderão procriar.Triste destino do povo brasileiro à mercê de politicos que só miram a obtenção de votos e administradores que só visam, na maioria, locupletar-se do dinheiro público.

  8. Karla Muaés

    17 de agosto de 2011 - 10:26 - 10:26
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    Teje dito Anônimo! Tu estais certissimo!
    Tem outra coisa certa também: Bandido bom , é bandido mortinho da silva!

  9. João Dias

    17 de agosto de 2011 - 10:22 - 10:22
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    O Estado e a Lei.

    Ordens manifestamente ilegais e, ainda, num regime de Estado de Exceção, é MAIS GRAVE e INJUSTIFICÁVEL. Processar, Julgar e Condenar ou Absolver são os instrumentos que norteiam o devido processo legal.

    Se cada um resolver dar ordem e, o ordenado cumprir, teremos instituído a PENA DE MORTE.

    sds. democráticas.

  10. Robson

    17 de agosto de 2011 - 08:46 - 8:46
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    Esse Capitão Walter é o mesmo que foi diretor do Hospital Geral de Belém (Exercito) e depois foi diretor geral do Pronto Socorro Mario Pinotti (14 de março), o primeiro Hospital é uma instituição militar, mas o segundo, o PSM, ele tratava os funcionarios como se militar fosse, pois mantinha uma gestão rigida baseada no temor e punição, agora revela-se o assasino de jovens que estavam em busca do que hoje todos se maravilham: A DEMOCRACIA

  11. ANONIMO

    17 de agosto de 2011 - 07:53 - 7:53
    Reply

    Duas coisas devem ser ditas:1- Bandido bem treinado e/ou experiente(assaltantes de bancos,sequestradores),não confessa o crime jamais e também não elogia polícia. 2-Soldado não “suja a mão de sangue”,soldado cumpre ordem superior.

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