Hiroshi Bogéa On line

Zanzando nos bastidores

Antes do inicio da solenidade de entrega da Licença de Operação, no quilometro 14 da Transamazônica, local onde a Alpa será construída, Ana Júlia sobrevoou de helicóptero o Distrito Industrial III e visitou as obras de ampliação do Distrito Industrial 1, fiscalizando pavimentação de vias e a edificação do Centro de Convivência.

Posteriormente encontrou-se com Roger Agnelli numa chácara localizada próximo ao evento. Ambos chegaram quase ao mesmo tempo em helicópteros da Vale.

Depois de conversações gerais na varanda da sede da propriedade rural, às margens do rio Tocantins, Ana e Roger pediram licença ao reduzido público e conversaram a sós, numa sala reservada.

O papo durou quinze minutos.

Ausente notada
Entre integrantes da reduzida comitiva de representantes do governo do Estado e da Vale, reunidos na chácara, o ex Chefe da Casa Civil, Cláudio Puty, conversava demoradamente com Raimundo Oliveira, ex-superintendente do Incra do Sul do Pará.

Bernadete Caten (PT), adversário raivosa de Raimundo, não estava no local. Ela aguardava a comitiva entre milhares de convidados, no quilometro 14.

Requeijão quentinho
Antes do encontro reservado com Ana, numa sala privativa da chácara, Roger Agnelli fez questão, pessoalmente, de servir a governadora um pedaço de requeijão, feito ali, na hora,pelos empregados da chácara.

O gesto cavalheiresco do presidente da Vale foi observado por todos.

Desenho virtual do porto
Responsável pela implantação de grande parte das instalações da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), no Rio de Janeiro, o atual diretor da área de Siderurgia da Vale, Aristides Corbellini, se afastou um pouco da comitiva de Roger Agnelli, dirigindo-se até às margens do Tocantins, onde permaneceu alguns minutos contemplando a dimensão do rio, em frente a chácara.

É ali onde a Vale construirá seu porto para embarcar o aço produzido pela Alpa.

Festa na tenda
Quando Ana e Roger chegaram ao local do evento, imediatamente adentraram imensa instalação em forma de tenda, onde aproximadamente 1.200 pessoas os aguardavam, dedicando-lhes aplausos ruidosos.

O universo de espectadores,  informado pela gerente da empresa que montou a cobertura, baseia-se na distribuição de oitocentas cadeiras (todas ocupadas) e espaço para outras 500 pessoas de pé.

Dentro da tenda, a lotação extrema não permitia a trafegabilidade de pessoas.

Na parte externa, outras seiscentas pessoas se acomodavam debaixo de árvores e em  pontos diversos não menos desconfortáveis.

O DMTU registrou 438 carros estacionados, sem contar dezenas de outros vistos em acostamento da Transamazônica e nas imediações dos imóveis desapropriados pelo governo do Estado. 36 ônibus também margeavam a área.

Alegria geral
Roger Agnelli, pela primeira vez desembarcou em Marabá bem humorado. Muito bem humorado.

Brincava a todo instante com Ana Júlia, sentados sobre o palco, ao lado de políticos, empresários e lideranças sindicais.

Aprovação
Quando Maurílio Monteiro abriu as falas, Roger não tirou os olhos dele.

O secretário da SEDECT fez um apanhado da luta até aquele momento travada, com a entrega da LO, e da importância do aço para o desenvolvimento do Pará e do país.

Agnelli assentia a todo instante.

Tete-a-tete
Paulo Rocha e Asdrubal Bentes, sentados ao lado, conversaram muito tempo ao ouvido.

Curiosidade tomou conta de grande parte dos presentes quando Ana Júlia abraçou Asdrubal Bentes, cochichando ao seu ouvido. Até agora ninguém sabe o que a governadora disse ao deputado federal, que apenas balançava a cabeça afirmativamente.

Outro que recebeu atenção especial, durante discurso de Ana Júlia, foi o deputado Paulo Rocha, apontado como parceiro de toda hora, em Brasília, para concretização da Alpa.

No gogó
Roger Agnelli fez um discurso solto, ao contrário de vezes anteriores em que demonstrava  má vontdade e nenhum apetite para se expressar publicamente.

Relaxado, se deu ao direito de orientar a classe pol[itico de como proceder para obter o braço amigo da mineradora. (assista vídeo abaixo)

Fez um resumo do calendário de investimentos da Vale, este ano no Pará, e até 2014.

Os projetos de Cobre (Salobo) e Níquel (Ourilândia) terão muita grana, já a parttir do segundo semestre.

As obras da Alpa estão assim definidas: a partir dessa próxima terça-feora, 6, a Andrade Gutierrez inicia o desmatamento da área.

Dia 30 de junho, as obras físicas serão ativadas.

Jader
Quem marcou presença à solenidade de entrega da LO foi o diretor-presidente do Diário do Pará, Jader Barbalho Filho.

Amabilidades
Cláudio Puty e Paulo Rocha, sobre o palanque, se abraçaram demoradamente, sorridentes.
Segundo assessor unha e carne com Duciomar, “só se um cometa cair no Palácio Antonio Lemos Dudu deixa o cargo para ser candidato a alguma coisa neste ano”
Ou seja, olhos para o céu gente.

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2 Comentários

  1. Anonymous

    5 de abril de 2010 - 14:36 - 14:36
    Reply

    Hiroshi, Marabá está virando uma cidade sem lei, veja o exemplo agora dos festejos do aniversário da cidade. A PMM resolveu montar seu palco oficial na Pça. Duque de Caxias, transformando-a em uma verdadeira favela. Os comerciantes e os moradores que aqui residem e pagam seus impostos não podem sequer transitar, muito menos DORMIR enqto. a PMM resolveu montar sua "barraca" por aqui. Alguém precisa tomar uma atitude contra esses desmandos, estão depredando o patrimônio público e ninguém faz nada? Pobre Marabá.

  2. Anonymous

    3 de abril de 2010 - 00:10 - 0:10
    Reply

    Constrangimento geral quando o prefeito de maraba começou o discurso,era so gente se olhando, querendo se enterrar.Maraba não merece, vai terminar ficando sem nenhuma arvore, se as folhas continuarem a cair.

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