Vida ribeirinha

Publicado em 29 de dezembro de 2006

A manifestação do Kenzo Jucá mostra o quanto falta no Estado do Pará personagens do setor político sensíveis às causas simples mas geradoras de benefícios sociais e capazes de transformar a vida das pessoas. Pegando apenas um braço do Tocantins, a construção artesanal naval sempre teve atuação forte nos municípios de Baião, Mocajuba, Cametá, Tucuruí e Marabá, sem precisar esticar muito essa predominância.
O transporte fluvial, desde os tempos áureos da passagem de franceses, portugueses e holandeses pela foz do rio (sim, eles estiveram também ao largo do Tocantins!), foi uma tradição entre as comunidades ribeirinhas. Ao longo dos anos, com o advento da Rodovia Transamazônica, mudou-se a rota de prioridades, com o transporte rodoviário de péssima qualidade ocupando seu espaço.
Ainda hoje sobrevive no beiradão, nomes de famosos construtores artesanais que fizeram escola entre seus filhos e netos, atualmente apegados mais à construção de canoas e pequenas embarcações já que o movimento dos grandes barcos perdeu sentido com a mudança dos ventos.