Versão e contra-versão

Publicado em 31 de agosto de 2009

Desde o momento em que este blog publicou cópia de um contra cheque de servidor do chamado TAF da receita estadual, mostrando um dos níveis dos vencimentos da categoria, alguns comentários agressivos passaram a ser enviados ao poster, certamente gerados no seio sindicalista que trava quebra de braço com o governo.

Agora a pouco, o presidente do Sinditaf, Charles Alcântara, bastante nervoso ao telefone, cobrou do blog “seriedade às notícias aqui divulgadas em relação ao movimento grevista”, alegando que o teor do post Greve sem greve, definha-se, “é capciosa” e que a fonte “faltou com a verdade”.

Charles negou a ida a uma mesa de bar, no Itinga do Maranhão, dos colegas grevistas, afirmando que esse fato nunca existiu. “O que existiu foi agressão aos nossos companheiros, escorraçados pela polícia do posto da CECOMT, vítimas de spray de pimenta”.

Ao ser perguntado se também é mentiroso o teor do registro em boletim de ocorrência, feito esta manhã, em Belém, com acusação de que ele, Charles Alcântara, teria agredido com uma cabeçada ao servidor Marcos Barros, na entrada da Cerat Belém, na Gentil Bitencourt, ao tentar impedir o acesso do colega ao órgão, Alcântara reagiu com a mesma frase de que “é facciosa e mentirosa” a acusação.

Em relação ao contra cheque publicado no blog, o presidente do Sinditaf procurou o jornalista Guilherme Augusto, do Diário do Pará, para contestar a extensão do documento, chegando a dizer ao colega colunista que o recibo de vencimentos teria sido fornecido irregularmente pela Sead.

Agora à tarde, ao ser indagado se havia mesmo dado uma cabeçada num colega de trabalho, o quase sempre comedido Charles Alcântara, além de declarar ser capciosa a denúncia registrada em BO, acusou o poster de estar sendo alimentado por “informações mentirosas geradas dentro da Sefa”.

Se tivesse acessado a caixa de comentários do blog iria se deparar com a notícia liberada por um anônimo. Somente depois da mediação do comentário, o poster entrou em contato com a SEFA, em Belém, obtendo o telefone de Marcos Barros, que ratificou a agressão e detalhes de como ocorreu. Inclusive, levando até a delegacia de polícia, testemunho de um cabo da PM que teria assistido a cena de violência.

Ou seja, o blog ouviu a vítima, uma pessoa que fez exame de corpo de delito no IML e tem em mãos um documento policial descrevendo a agressão, com testemunha e tudo mais.

Está parecendo aquela velha máxima que diz em todo fato haver três versões: a dele, a tua e a verdadeira.