Hiroshi Bogéa On line

Vereadores querem transparência na Câmara

 

 

O clima não está dos melhores entre grande parte dos vereadores e a presidência da Câmara de Marabá.

O pomo da discórdia é uma lista de demissão anunciada pela presidente Júlia Rosa (PDT), que teria maioria  de nomes de servidores ligados aos parlamentares, sem que pessoas apadrinhadas da presidência fossem atingidas com a degola.

“Os vereadores estão de acordo com a necessidade de  cortar custos da Câmara, só que os critérios adotados pela presidência não agradam. Há questionamentos quanto o número de dois chefes de gabinete e de outros cargos cujos titulares, ligados a vereadora, estariam fora da lista”, segreda uma fonte que trabalha na câmara, pedindo “pelo amor de Deus não revele meu nome”.

Os vereadores estariam insatisfeitos com a forma como Julia Rosa procurou a imprensa, para divulgar a lista de demissão, “sem consultar seus colegas”.

O gesto da parlamentar deixou muitos vereadores furiosos, segundo a fonte.

Outra revelação: os vereadores  estariam criticando muito a presidente, nos corredores e entre eles,  pelo fato dela não exercer a gestão com transparência.  “Muitos parlamentares consideram o mandato da presidente fechado, sem prestação de contas do que ela faz à frente do cargo”.

Conforme ainda a fonte,  que conversou pelo celular com o poster, “a maior insatisfação deles é porque essa lista de demissão deveria ser discutida de forma mais aberta, desde que, também, houvesse transparência na destinação dos recursos da Casa, para cada vereador dar sua opinião, e isto, segundo eles, não está havendo”.

A crise interna, que ainda não tinha chegado ao conhecimento público, deveria ser debatida numa reunião, nesta quarta-feira, 8, dos vereadores com a presidente, a pedido dos parlamentares insatisfeitos.

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7 Comentários

  1. guilherme

    9 de janeiro de 2014 - 20:18 - 20:18
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    A seriedade da edil é publica e notoria ,seu mandato probo tem esbarrado na insatisfação de vereadores que querem transformar seus gabinetes em verdadeiros cabidarios, sem contar naqueles que até hj não se conformaram na eleição da JULIA ROSA para presidencia da mesa ,tem que se respeitar o fato dela ser a vereadora mas votada de marabá.

  2. Antonio Carlos Pereira Santos

    9 de janeiro de 2014 - 19:32 - 19:32
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    “Transparência” ? Como ? Se os apaniguados são sempre nomeados por QI(Quem Indica). Em 09.01.14, Mba.-PA.

  3. Claudio José Pinheiro Filho

    9 de janeiro de 2014 - 09:28 - 9:28
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    Não é dessa forma que a vereadora Júlia Rosa se notabilizou, longe disso! Júlia sempre agiu de forma DEMOCRÁTICA E ABERTA com seus pares. tanto é, que está exercendo pela 4 vez a presidência da Casa, fosse o contrário, não conseguiria o aval para sucessivos mandatos na Presidência da Câmara. Isso parece mais oposição por oposição. Sem fundamento!

  4. Func.HMM

    9 de janeiro de 2014 - 03:52 - 3:52
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    6% da arrecadação do município que a CMM recebe mensalmante,é muita grana!

  5. Manoel Dias

    8 de janeiro de 2014 - 22:31 - 22:31
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    Hiroshi,

    Quem conhece a vereadora Júlia rosa sabe que ela não tem vocação para ditadora.
    Quem também conhece os meandros da Camara Municipal de Marabá sabe que não há espaços para decisões administrativas de repercussão sem consulta a todos os vereadores.
    É natural que haja insatisfação quando há necessidade de cortar a própria carne para ajustar as contas da Camara à Lei de Responsabilidade Fiscal.
    Jamais foi divulgada qualquer lista de possíveis demitidos.
    Talvez não fosse necessário demitir muita gente, se a maioria dos veadores aceitassem acabar com a locação de veículos dos seus gabinetes e a consectária quota de combustível – economia de 120 mil reais/mês.
    Por fim: a Presidente não “governa” sozinha a Camara. Decide essa “governança” com o primeiro vice-presidente, o segundo vice-presidente, os primeiro, segundo e terceiro secretários (vereadores Leodato, Coronel Araújo, Irismar, Alécio e Irmã Nazaré.

  6. Luis Sergio Anders Cavalcante

    8 de janeiro de 2014 - 20:06 - 20:06
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    Hiro, pelo que entendí, caso não houvesse essa dita crise com a necessidade de “enxugar a FOPAG”, tudo continuaria como antes. Acho que a verdadeira intenção é fazer o alegado corte de despesas para “sobrar mais dinheiro” que, lógico, seria rateado por menos pessoas(funcionários da CMM). De qualquer forma, aí está um exemplo da relação promíscua entre a Presidente e os vereadores da CMM. Em 08.01.14, Mba.-PA.

  7. Paulinho Velha Marabá

    8 de janeiro de 2014 - 18:42 - 18:42
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    Sem entrar no merito da polêmica: mas cá pra nós é uma afronta a sociedade a quantidade de vereadores que tem Marabá. Toda essa grana paga aos “Edis” daria pra arrumar muita coisa em nossa cidade. Vai, um apelo ao Ministério Público, entre com uma ação e derrube a lei casuística aprovada no apagar das luzes, que aumentou absurdamente a quantidade de indolentes surrupiadores do dinheiro publico.

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