Hiroshi Bogéa On line

Vale tudo

O post “Jogo Pesado” do blog do Ademir Braz merece reflexões, muitas reflexões. De repente, é só ler e constar, uma eleição sindical de interesse da classe de motoristas de táxi transforma-se em disputada política partidária com envolvimento de gente que não deveria estar envolvida. Pior: Ademir suspeita de censura em sua página semanal. É bom ir correndo ler o Quaradouro.

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5 Comentários

  1. Quaradouro

    2 de maio de 2007 - 03:04 - 3:04
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    Caro anônimo: sua impressão de que a categoria não está satisfeita com o dorimar, reeleito por apenas 4 votos para a presidência do Sindicato dos Taxistas, tem explicações: 1) Há anos ele vem lutando para que a prefeitura libere mais autorizações (chapas) para veículos de aluguel, como dispõe o Denatran – 1 para cada grupo de 1.000 habitantes. Tião Miranda se finge de morto; 2) ele insiste na criação do táxi-lotação (que existe de fato, mas não de direito) e depende apenas de um decreto regulatório da prefeitura, mas Tião se faz de mouco – prefere fechar os olhos para a proliferação de mototáxis clandestinos. Aliás, todos os mototáxis em Marabá são irregulares porque a Justiça anulou a lei que os inventou e regularizou, mas, ainda assim, a prefeitura espertamente continuou – pelo menos até o ano passado – a cobrar cerca de R$ 350 anuais de cada motoqueiro, para permitir a ilegalidade. O TJE mandou a prefeitura acabar com a esbórnia, retirar os mototaxistas da circulação e o que houve? Nada, ora!…
    A turma do Tião, segundo foi esclarecido sábado passado, teria liberado R$ 6 mil para a chapa contrária a Dorimar, o fornecimento de 25 placas de aluguel para quem votasse contra ele, e todo apoio ao sindicato tornado pelego e a serviço da sobrevivência política de Miranda (dizem que ele quer ser deputado federal em 2008, e por isso teria fechado com Asdrúbal uma troca de favores – o deputado vem para a prefeitura e ele, Tião, sobe (e espero que suba, quanto mais longe melhor).
    O imediatismo de dezenas de sindicalizados é compreensível: seu mercado de trabalho vai mal, faltam fregueses, o preço da corrida é alto, o custo da manutenção dos veículos é um problema, muitos são, na verdade, empregados de gente alheia ao segmento. Em regra, um motorista que trabalha para o terceiro, o proprietário do veículo, tem a obrigação de devolver, no dia seguinte, o táxi com o tanque cheio e ainda metade da renda da jornada. Trabalho escravo é isso aí também.
    Nestas circunstâncias, quem não sonharia em ganhar uma placa, aventurar-se na compra de um carro a prestação e ganhar independência profissional?
    Acho que essas coisas explicam como o assédio da turma do Tião funcionou – e bem! – no processo de aliciamento.

  2. Anonymous

    25 de abril de 2007 - 16:43 - 16:43
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    Não conheço a realidade do Sindicato dos Taxistas e da Diretoria liderada pelo Dorimar, que ganhou a eleição.

    MAs pelo que li no quaradouro, a vitória da Chapa 1 foi por apenas 04 votos, salvo engano.

    Assim, não acredito, cf. o 2:04 postou, na denominação CHAPA DO TRABALHO.

    O resultado apertado da eleição pode ser reflexo da insatisfação da categoria com a atual diretoria.

  3. João Salame

    25 de abril de 2007 - 01:44 - 1:44
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    Meu caro Hiroshy,

    Estou enviando para você post enviado ao blog do Ademir,pela segunda vez, porque no caso das eleições dos taxistas ele cita meu nome.

    “Pela segunda vez estou tentando explicar essa questão dos taxistas. Como disse no primeiro e-mail que não foi publicado, não me sinto derrotado na eleição do Sindicato dos Taxistas pelo simples motivo de não ter feito campanha pra nenhuma chapa.
    Uma liderança que me apoiou durante a última campanha eleitoral usou meu nome para apoiar a chapa do Adriano, sem a minha anuência. Chegou a divulgar isso em Jornal. Desautorizei e comuniquei isso ao Dorimar e ao Adriano.
    Tive a honra de encabeçar uma luta em prol da categoria que redundou na assinatura de Decreto que permite a transferência de placas. Uma reivindicação histórica, cuja solução aqueceu o mercado de vendas de carros e contribuiu para a renovação da frota. Uma luta unitária, que por isso mesmo nos levou à vitória. Não poderia, portanto, me posicionar num momento de divisão, com amigos em ambas as chapas. Para mim, faltou maturidade às lideranças. Espero que a categoria não pague por isso.
    Forte abraço

    João Salame”

  4. Anonymous

    24 de abril de 2007 - 16:54 - 16:54
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    E ai, ninguem vai se manifestar? Fica por isso mesmo?!!!

  5. Anonymous

    23 de abril de 2007 - 17:04 - 17:04
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    Mesmo com toda a maquina da prefeitura ajudando a oposição, os motoristas de taxi usaram o bom senso e fizeram a chapa do trabalho vencer.Para o bem de todos.

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