Vale ratifica obras da Alpa, mas alternativa logística pelo Maranhão é vetada pela comitiva paraense

Publicado em 11 de abril de 2012

 

 

Terminou no inicio da noite de ontem, 10,  reunião de diretores Executivos da siderurgia da Vale, no Rio de Janeiro, com membros da sociedade civil de Marabá. Entre os presentes, destaque para o presidente da ACIM, Italo Ipojucan;  presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Neiba Nunes; prefeito Maurino Magalhães; secretário de Indústria e Comércio do município, .João Tatagiba; deputados estaduais João Salame e Sebastião Miranda; deputados federais Asdrubal Bentes e Beto Faro, além da  presença do ex-deputado federal Paulo Rocha.

Executivos fizeram ampla demonstração do cenário de investimentos da Vale  em siderurgia, explicando o andamento dos projetos e, ao final do painel, abordagem do tema principal: a construção da Alpa – Aços Laminados do Pará.

O projeto ALPA, ratificaram,é uma realidade. “Está acontecendo e vai ser concluído”, enfatizaram.

Investimentos feitos até agora na obra é de  U$ 296 milhões, dos quais U$ 70 milhões serão efetuados no curso de 2012.

Enfatizaram que os prazos para a conclusão de  projetos dessa grandeza sempre sofrem alterações,  usando como exemplo outros compromissos da mineradora com investimentos similares. N

“No caso da ALPA, mais uma vez foi dito pelos executivos da Vale que a logística é fundamental e necessita ser equacionada. Apresentaram o plano B da companhia, que sugere a utilização da ferrovia e outros investimentos a serem realizados no Maranhão por conta dessa alternativa. Tal ideia, no entanto,  foi abortada na própria reunião em virtude do grupo paraense discordar da alternativa”, revela Ítalo Ipojucan.

A mineradora deixou claro ainda que a alternativa da ferrovia para  escoamento da produção da siderúrgica é demonstração explícita de que a decisão da Alpa  pelo Pará e por Marabá é irreversível. “Mas, para que tudo isso ocorra – revela Ipojucan -, é necessário o  cumprimento de alguns compromissos assumidos pelos governos federal e estadual, dentre eles,  mais significativo, o derrocamento do pedral do Lourenção.”

“Essa demanda ficou estabelecida, pelo grupo paraense presente à reunião,  como foco principal a ser combatida. Ideia, agora, é concentrar esforços junto ao governo federal, no sentido de  acelerar as medidas anunciadas pela Ministra Miram Belchior com o restabelecimento da obra”, exalta Ipojucan.

Confirmadas as execuções das obras da hidrovia, e  tendo essa data como marco zero, 48 meses será o prazo necessário para concluir as obras da siderúrgica.

Quanto as demais pendências    – ampliação do terminal portuário de Vila do Conde, remanejamento da BR 230 (Transamazônica) e desapropriação do lote 11, de responsabilidade do governo federal e estadual respectivamente -, Ítalo Ipojucan diz que a Vale os tem como demandas que não comprometem a execução do projeto. “O ritmo das obras e dos investimentos farão  a sua adequação acontecer em tempo hábil e oportuno”, finaliza.

O grupo paraense saiu da reunião com a missão de ajustar medidas junto ao governo federal, de forma que o anuncio da ministra Miriam Belchior sobre o derrocamento seja acelerado. Nesse sentido, nesta quarta-feira (11), em Brasília, a comitiva se reunirá  com o Ministro dos Transportes, às 14 hs, com o objetivo de tratativas acerca do tema – conforme divulgado no blog.

Os deputados federais presentes também assumiram compromisso de movimentar a bancada nesse sentido.

Além dessas medidas, classe empresarial de Marabá capitaneada pela ACIM na pessoa do seu presidente Italo Ipojucan,  o SIMINERAL – Sind.das Mineradoras do Estado do Pará , representado pelo seu presidente José Fernando e o presidente do  IBRAM, Fernando Coura, estão com agenda confirmada para o dia 23 de abril /04 com o Ministro de Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, para apresentação da pauta e solicitar ajuda na condução do  processo de aceleração das obras da hidrovia.