Vale ignora Alpa na aprovação de investimentos

Publicado em 1 de março de 2012

 

 

Abaixo, o blog transcreve a relação de investimentos de projetos da Vale priorizados para os próximos três anos, aprovados pelo Conselho de Administração da mineradora, semana passada.

Leiam com atenção e depois façam reflexão junto com as anotações do pôster:

 

 

Carajás Adicional 40 Mtpa: prevê a construção de uma usina de processamento a seco, em Carajás, com capacidade nominal estimada de 40 milhões de toneladas por ano (Mtpa). A previsão é de que o projeto inicie em 2013, por meio de um investimento de US$ 2,968 milhões. A licença de instalação (LI) já foi emitida. O projeto está em processo de terraplenagem para instalação de correia transportadora.

Programa Capacitação Logística Norte (CLN) 150 Mtpa: tem como objetivo aumentar a capacidade da ferrovia e do porto do Sistema Norte, incluindo a construção do quarto píer do terminal marítimo de Ponta da Madeira, no Maranhão. Haverá um aumento da capacidade logística nominal da Estrada de Ferro Carajás (EFC) para aproximadamente 150 milhões de toneladas por ano (Mtpa). Os serviços de engenharia civil offshoreno terminal marítimo de Ponta da Madeira continuam e serão instalados viradores de vagão. Até agora, foram investidos US$ 2,3 bilhões neste projeto, que deverá ser concluído no ano de 2014.

Carajás Serra Sul S11D: o projeto tem a finalidade de desenvolver mina e usina de processamento na Serra Sul de Carajás. A capacidade nominal estimada é de 90 Mtpa. Mais de US$ 1 bilhão já foram investidos no projeto, com início de operação previsto para 2016.

Serra Leste: outra usina de processamento está em construção na Serra Leste de Carajás e prevê a capacidade nominal estimada de produção de 6 Mtpa. A intenção é que em 2013 já esteja concluída.

Conceição Itabiritos: dois novos negócios serão realizados no Sudeste de Minas Gerais – a construção de uma usina de concentração, que até 2013 terá a capacidade nominal estimada de produção de 12 Mtpa; e a adaptação da usina para processamento de itabiritos de baixo teor, que produzirá aproximadamente 19 Mtpa, a partir de 2014.

Vargem Grande Itabiritos: está prevista para 2014 a construção de uma nova usina de beneficiamento de minério de ferro, que terá capacidade de produção de 10 Mtpa. Os equipamentos pesados já foram recebidos.

Simandou I – Zogota: a maior iniciativa voltada para minério de ferro integrada com infraestrutura já desenvolvido na África. A primeira fase da sua implantação envolve o desenvolvimento da mina de Zogota, além de uma usina de processamento no Sul de Simandou, na Guiné. A expectativa é que o projeto entre em operação ainda este ano com uma capacidade de produção de 15 Mtpa.

Teluk Rubiah: a construção de terminal marítimo com profundidade suficiente para receber navios de 400 mil toneladas de porte bruto (DWT), como os navios Valemax, e de um pátio de estocagem faz parte do projeto, na Malásia. O pátio de estocagem terá capacidade de giro de até 30 Mtpa de produtos de minério de ferro. As licenças ambientais prévias, de construção e de instalação, foram emitidas. O início da operação é esperado para 2014.

Oitava usina de pelotização: está em construção no Complexo de Tubarão, no Espírito Santo, e terá capacidade nominal estimada de produção de 7,5 milhões de toneladas por ano (Mtpa). A Vale investirá o total de US$ 968 milhões na unidade, que entrará em funcionamento ainda este ano.

Quarta usina de pelotização: expansão da mina e construção de um mineroduto, de Minas Gerais ao Espírito Santo, aumentarão a capacidade da Samarco para 30,5 Mtpa. A Vale tem uma participação de 50% nesta empresa. O projeto será integralmente financiado pela Samarco e deve ser concluído em 2014.

Projeto Moatize II: prevê, até 2014, a construção de uma nova mina e a duplicação da capacidade nominal de produção de carvão de Moatize, em Moçambique, para 22 Mtpa. Por consequência desta expansão das atividades da Mina de Carvão Moatize, será implementado o projeto Corredor Nacala – construção de porto e ferrovia que conectará a mina ao terminal marítimo de Nacala-à-Velha. Serão investidos, no total, US$ 6,512 bilhões na implantação dos dois projetos.

Salobo I e Salobo II: Uma nova mina de cobre será desenvolvida em dois momentos: o projeto Salobo compreende o desenvolvimento de mina, usina e infraestrutura, em Marabá. O começo da produção é esperado para o primeiro semestre de 2012. Já o Salobo II é responsável pela expansão da usina, o alteamento de barragem (atividade relacionada à recuperação de barragem) e o aumento da capacidade da mina. A capacidade nominal adicional estimada de produção é de 100 mil toneladas por ano (tpa) de cobre em concentrado.

Projeto Long Harbour: prevê a operação de uma hidrometalúrgica em Long Harbour, Newfoundland & Labrador, no Canadá. Foi investido US$ 1,7 bilhão para por a hidrometalúrgica em atividade. A unidade terá capacidade nominal estimada de 50 mil tpa de níquel refinado, além de cobre e cobalto associados.

Reabertura da mina de níquel em Sudbury, no Canadá: está prevista no projeto Totten. A estimativa é de que em 2013 a mina já esteja em operação e tenha a capacidade nominal de 8,2 mil toneladas por ano (tpa).

Rio Colorado: é o projeto da Vale responsável por investimentos em um sistema de extração por solução, em Mendoza, na Argentina, além da renovação de uma ferrovia (440 km), da construção de um ramal ferroviário (350 km) e de um terminal marítimo em Bahia Blanca, no mesmo país. A capacidade nominal estimada de produção é de 4,3 Mtpa de potássio. Até 2014, serão investidos US$ 5,915 milhões neste projeto.

Projeto de Biodiesel: O Conselho aprovou também investimentos para o projeto de produção de biodiesel a partir de óleo de palma. As mudas estão sendo plantadas em 80 mil hectares na microrregião do Moju, no Pará. Serão produzidas, em média, 360 mil tpa de biodiesel, a partir do início da operação, previsto para 2015.

Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP): em parceria com a Dongkuk e Posco, está desenvolvendo uma planta de placas de aço no Ceará. A CSP é uma joint venture que tem como acionistas a Vale, com 50% de participação, e as siderúrgicas coreanas Dongkuk Steel e POSCO, com 30% e 20%, respectivamente. A implementação do projeto foi iniciada em dezembro de 2011 e tem previsão de término em 2015.

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Nota do blog: propositalmente, o pôster deixou por último, na relação, o Projeto da Companhia Siderúrgica do Pecém. Este investimento, de certa forma, faz concorrência direta com o projeto Alpa, que está fora dos planos da Vale.

Como se vê na relação obtida com exclusividade pelo blog, investimentos para a Alpa não foram aprovados. Também não está na relação aporte de recursos para o Projeto Cristalino, em Curionópolis.

Nem tchum, para os dois empreendimentos

E agora, seu Zé?!!