Hiroshi Bogéa On line

Unidade Florestal da Sinobrás recebe reconhecimento

 

 

 

O objetivo é promover sustentabilidade em redutor energético com carvão vegetal próprio, mas a unidade florestal da SINOBRAS, instalada nos municípios tocantinenses de Araguatins e São Bento do Tocantins, disposta em 13 fazendas próprias de reflorestamento, gera bem mais que a possibilidade de autossustentar a usina de produção de aço, em Marabá. Geradora de cerca de 300 empregos diretos em períodos comuns, e em torno de 500, em épocas de plantio, as fazendas mudaram a realidade das pessoas que trabalham na plantação de eucalipto, de forma direta, e ainda das pessoas que vivem na cidade.

 

Considerada pelas prefeituras de Araguatins  e de São Bento do Tocantins como a maior empregadora de serviços no setor privado, a SINOBRAS Florestal possui 24 mil hectares, sendo 14 mil hectares plantados, o resultado disso são 16 milhões de novas árvores. Para o gerente da unidade de reflorestamento, Frederico Vieira, o reconhecimento é algo muito significativo, pois segundo ele, a finalidade de instalar um projeto como este, bem como qualquer negócio da SINOBRAS, é sempre trazer desenvolvimento às pessoas que estão envolvidas. Para Frederico, não há como trabalhar dentro de uma cidade sem se relacionar com as pessoas. “O desenvolvimento sustentável faz parte dos valores da SINOBRAS, logo, além de estarmos preocupados com as questões ambientais e econômicas, a questão social recebe uma atenção especial em nossos trabalhos, e sem dúvida nenhuma, a maior contribuição social que podemos dar é através da geração de empregos”, salientou o gerente.

 

Capina manual, roçado, plantio, replantio e adubação estão entre as atividades das fazendas. Para Alcides Ribeiro de Sousa é bom trabalhar na SINOBRAS, porque a empresa proporciona ao colaborador a possibilidade de melhorar de vida. “Antes eu era um lavrador, o que conseguia dava só para manter a alimentação de minha família, hoje consigo adquirir alguns bens que antes não tinha”, diz o colaborador. Segundo Francisco da Conceição Silva, trabalhar na SINOBRAS é muito importante. “A SINOBRAS é uma empresa de confiança e através dela posso pagar minhas contas em dias e honrar com meus compromissos, além disso, também consigo manter os meus dois filhos que estudam fora da cidade. Agradeço a oportunidade que a SINOBRAS me deu”, comenta. Entre os benefícios concedidos aos colaboradores das fazendas está transporte, alimentação, plano de saúde e uma infraestrutura capaz de proporcionar boas condições de trabalho.

 

Autossustento – A projeção é que até 2014 a demanda de carvão vegetal para os altos-fornos da usina seja suprida pelo insumo gerado nas fazendas, que será trazido das fazendas para Marabá. Com uma área preservada de 10 mil hectares, a SINOBRAS Florestal é considerada como a empresa que mais refloresta no Estado do Tocantins. O título foi concedido pelaSecretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Tocantins – SEAGRO/TO. Em 2011 a SINOBRAS Florestal recebeu o reconhecimento pelo sexto ano consecutivo.

 

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3 Comentários

  1. E quanto ao Pará?

    18 de maio de 2012 - 10:41 - 10:41
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    Louvável! Parabéns! Grande iniciativa! Mas e o Pará como fica, so o buraco da mina? Levam o minério, tiram a mata, plantam no Tocantins… honestamente eu não aplaudo. Quem gostar da iniciativa que aplauda, mas isso aí é um dos mais tristes cenários que temos que contemplar. Herdaremos os buracos das crateras da mineração, o ar com partículas em suspensão, mata desaparecida e o Parazão virando um poço seco.

  2. Ribamar

    16 de maio de 2012 - 21:44 - 21:44
    Reply

    A produçã guseira é extremamente instável, sujeita à pressão dos diversos agentes que operam na conformação desse campo econômico. Como dependente d eum único fornecedor do seu principal insumo produtivo: o minério que vem de Carajás.
    Portanto, o florestamento energético no Tocantins é apenas um mecanismo alternativo para legitimação da sua produção, de forma a respoder a critica social vinda em razão dos impactos ambientais e sociais derivados da atividade de carvoejamento.

    Um bom debate!

  3. Florestas

    16 de maio de 2012 - 20:09 - 20:09
    Reply

    Caro Hiroshi,

    Trabalhei como repórter no Jornal do Tocantins, em Palmas, do Grupo Jaime Câmara e, nos tempos em que estive por lá, conheci as plantações de eucalipto plantadas naquele estado. Em nossa região, com milhares de hectares degradados, bem que seus proprietários poderiam tomar conhecimento da iniciativa de plantar, nestes solos, as florestas destinadas a se transformar em redutor energético. Parabém para a Sinobras. Que o seu exemplo se espalhe.
    Grande abraço,
    Agenor Garcia
    jornalista
    gestor ambiental.

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