Hiroshi Bogéa On line

Um ano depois, o sonho pela divisão aumenta seu frescor

 

 

 

Em 11 de dezembro de 2011,  há um ano, o povo paraense decidia se  concordava ou não com a criação de mais dois estados, subtraídos da atual geopolítica.

O “Não” teve a maioria dos votos.

O plebiscito serviu para expor as imensas e desagradáveis diferenças sociais e econômicas que separam as regiões mais distantes da capital, criando um debate nacional, doze meses depois comprovam,  resumido a nada.

Pelo menos aos olhos das autoridades estaduais, as duas regiões divisionistas (Sul e Oeste do Pará)  continuam a desmerecer qualquer tipo de tratamento especial dedicado a reduzir as desigualdades escandalosas.

O Pará continuará assim, dividido em toda a sua extensão, oferecendo munição  alimentadora do sonho de comunidades obterem suas verdadeiras independências,  não tuteladas pelos governantes de plantão,

A elite patrocinadora dessa divisão secular, do alto de seu orgulho preconceituoso, jamais entenderá a extensão do projeto desenhado pelo povo maltratada do interior, e continuará a tripudiar do grande mal que patrocina.

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4 Comentários

  1. Hilton

    11 de dezembro de 2012 - 19:04 - 19:04
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    Vai começar de novo essa bobagem.

  2. anonimo

    11 de dezembro de 2012 - 16:21 - 16:21
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    Se a corja de políticos, os homens e mulheres que se ajoelham diante do poder, continuar a mesma (a corja) , podem criar 500 estados, nada mudará, há que surgir novos políticos, gente sem rabo preso,sem interesses pessoais, pois a riqueza já existe, o povo em sua maioria, trabalha e produz. Mais isso é sonhar demais, não é não ??? Todos àcima dos 45 anos são desesperançados,pois p/nós, o tempo é curto, é uma tristeza !

  3. casemiro

    11 de dezembro de 2012 - 13:12 - 13:12
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    E para encerrar o assunto que comecei no comentário acima. Quero expressar minha admiração aos partidos de extrema direita, pois por mais bizarros que sejam suas ideologias e propostas de governo para o país, estes partidos não estão traindo seus próprios ideiais, como o fazem os partidos de esquerda. Então é isso Hiroshi, parabéns pelo espaço democrático que você disponibiliza neste Blog. Abraços

  4. casemiro

    11 de dezembro de 2012 - 12:42 - 12:42
    Reply

    Quero aproveitar o assunto e o dia inspirado que estou, para externar minha indignação contra um episódio vergonhoso que manchou a luta pela divisão do Estado. O PSOL um partido que se auto intitula de extrema esquerda e defensor dos direitos dos trabalhadores, se alinhou durante o plebiscito às elites de Belém para lutar contra a divisão do Estado. Existe causa mais justa e bonita do que a luta pela liberdade da “colônia” contra a “metrópole”? Causa esta que faz parte da história da humanidade deste os tempos mais remotos e longínquos. E agora os senhores do PSOL conhecedores da verdade e da história, intelectuais como eu imagino que são, tem a coragem de se alinhar aos interesses perversos da elite econômica de Belém e chegar ao absurdo de fazer campanha contra a divisão. Que espécie de esquerda é esta? Que luta contra a própria causa?

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