Tum Tum Batuntum Cacacá

Publicado em 13 de abril de 2008

Nem bem começou o domingo, sinto um pouco de saudade exalando.

Mistura de ter nada para ter algo. E nem sei se rio, se vou ao rio, se alivio essa ausência de família que vive a domingueira em Belém, na Rui Barbosa.

Saber a calma para esperar, pacientemente, o dia de ir.

Viver cada passo desse chão numa manha de domingo, faz bem.

Por isso, às vezes, fico de mal com as pessoas, sem nunca deixar de falar com elas.

Cantar a nota para o céu
Achar a forma para a flor
Naturalmente para Deus

Há tanto tempo não falo com Deus? Nem tanto tempo assim.

O que isso de ruim pode acontecer em minha vida?!

Quer saber mesmo? Nada.

Naturalmente, o bom é viver. Só isso.

Naturalmente.

Ter nada, nada para Ter
Ter cada estrada para andar
Andar em cada para ser
Ter cada é nada para dar
Ser gargalhada para rir
Ser a palavra para dar
Ser serenata para ouvir
Se ser é nada para amar
Saber a calma para ir
Perder a pressa para estar
Perder o verbo para si
Saber o sonho para lá
Ouvir a rima para dor
Cantar a nota para o céu
Achar a forma para a flor
Naturalmente para Deus
Saber a calma para ir
Perder a pressa para estar
Perder o verbo para si
Saber o sonho para lá
Ouvir a rima para dor
Cantar a nota para o céu
Achar a forma para a flor
Naturalmente para Deus
Viva Belém do Tucupi
Belém, Belém do Tacacá
Belém, Belém da Açaí
Belém, Belém do Grão Pará