Hiroshi Bogéa On line

Temendo avanço do coronavírus, moradores de Algodoal fecham porto que dá acesso à ilha

Sabiamente, os moradores da ilha do Algodoal, um dos pontos turísticos mais visitados do Pará,  decidiram fechar o porto da localidade visando impedir o acesso de visitantes, enquanto a prefeitura de Maracanã, município onde ficam as belíssimas praias da ilha, não disciplinar barreiras sanitárias.

Para evitar a disseminação do novo coronavírus na Ilha de Maiandeua, outro ponto  hiper visitado, a Prefeitura de Maracanã decretou, em março, lockdown na localidade.

Porém, moradores de Algodoal relataram que não há fiscalização efetiva na barreira sanitária.

Após quatro meses de interdição, eles aguardam que a gestão municipal apresente um protocolo para a retomada das atividades na ilha.

A Ilha de Maiandeua tem cerca de mil moradores.

Em julho, o fluxo de visitante cresce de forma exponencial.

Só em 2019, cerca de 38 mil visitantes passaram por lá. A comunidade vive, em sua maioria, exclusivamente do Turismo.

Esta semana, em visita à comunidade, o secretário de Saúde de Maracanã, Luiz Pinheiro de Araújo Júnior, apresentou um abaixo assinado com mais de 200 assinaturas onde os moradores concordavam em não liberar o acesso de visitantes em julho.

Porém, tais assinaturas não representam a vontade da maior parte da comunidade, que vê a ação como uma manobra da prefeitura para não elaborar o protocolo de retomada.

Para pressionar elaboração do documento, os moradores nativos decidiram proibir a entrada e saída da Ilha, nesta terça-feira, 7.

Com isso, o porto que dá acesso Algodoal, localizado em Marudá, foi bloqueado.

Os barcos que realizam o trajeto Marudá-Algodoal também estão com as atividades paralisadas e só vão retomar quando a prefeitura se posicionar e apresentar melhorias sanitárias para a comunidade.

“Para reabrir Algodoal, a prefeitura teria que investir aqui dentro. Ela recebeu mais de R$ 3 milhões e não fez nada. Prometeu uma ambulancha e até agora nada. Só passou uma tinta no posto de saúde. Essas assinaturas vão lesar o povo”, relata o presidente da Cooperativa dos Lancheiros da Ilha e Maiandeua e Marudá (Climam), André “Baxote”.

O último decreto da prefeitura estabelece o fechamento da comunidade até o dia 15 de julho. Os moradores já aguardavam a retomada das atividades que garantem a sobrevivência de todos na ilha, porém, sem o protocolo sanitário, a reabertura está ameaçada.

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