Tabuada colorida aproxima alunos do universo matemático

Publicado em 27 de agosto de 2014

Dilma Cunha mostra o livro 'Aprendendo e Brincando com a Tabuada Colorida', que desmistifica o aprendizado da matemática
Dilma Cunha mostra o livro ‘Aprendendo e Brincando com a Tabuada Colorida’, que desmistifica o aprendizado da matemática

 

Questionados sobre a matéria que mais causa medo nas escolas, a maioria dos visitantes do VII Salão do Livro, em Santarém, responde de imediato: matemática. Esse temor pode ser amenizado graças ao livro “Aprendendo e Brincando com a Tabuada Colorida”, do escritor paraense Dilma Batista Cunha.

Apesar de não ser professor de matemática, o autor teve a ideia em 2008, depois de tanto ouvir as reclamações da filha Júlia que, na época com 6 anos, não se dava nada bem com o universo dos números. “Foi quando eu percebi que tinha que pensar num jeito de mudar a vida dela. Só não sabia que mudaria a dela e a de milhares de outras crianças”, diz.

Em sete anos, 125 mil exemplares já foram vendidos em todo o Pará. O livro que, na verdade é uma reformulação da antiga tabuada, tem 58 páginas com as quatro operações básicas da matemática (somar, subtrair, dividir e multiplicar).

A metodologia usada pelo escritor de 46 anos, morador do bairro do Guamá, é simples: funciona como um jogo da memória, em que as perguntas e respostas têm sempre as mesmas cores. As respostas são encontradas em direção diagonal às perguntas. “Isso facilita a memorização das temidas contas de multiplicação, como as da casa dos nove, por exemplo. A criança aprende gostando, bem diferente de antigamente, quando se aprendia com gritos e palmatórias”, lembra Dilmar.

A sexta e mais atualizada edição da “Tabuada Colorida” ganhou vários exercícios, ao final de cada operação, e o reforço em um CD-Rom com o jogo “Matematicando”, game matemático interativo, formulado pelo engenheiro em tecnologia da informação Walter Oliveira. Com a mídia, o estudo das operações numéricas fica ainda mais didático e divertido.

A novidade agradou tanto que, só durante a XVIII Feira Pan-Amazônica do Livro, em junho deste ano, 5.238 cópias foram vendidas. “Só que o nível de dificuldade é maior”, pondera o escritor, que é autodidata e uniu a dificuldade de aprendizado da filha aos problemas financeiros para obter sucesso na vida.

Atualmente, a empresa do escritor – que começou vendendo brinquedos pelas ruas e um dia precisou da solidariedade dos amigos que lhe concederam espaços em suas bancas – ganhou repercussão. O livro já é distribuído para outros Estados e chegou à França. Dilmar Cunha conta com a colaboração de pessoas importantes nesse processo: o doutor em matemática Osvando Alves e os mestrandos na matéria Alexandre Damasceno e Edson Lobo.

Com foco na responsabilidade social, a empresa do escritor Dilmar Cunha faz doação de tabuadas para crianças carentes. Somente este ano, também na Feira Pan-Amazônica do Livro, foram doados 1,5 mil livros, graças ao patrocínio do empresariado local. “É uma forma de ajudar a quem precisa. Um dia alguém me ajudou, agora eu retribuo graças ao patrocínio de pessoas que entendem a importância de aproximar a matemática dos alunos”, conclui.

O estande do responsável pelo livro “Aprendendo e Brincando com a Tabuada Colorida” fica bem ao lado do Espaço dos Escritores Paraenses, no Espaço Pérola, do Parque na Cidade. O kit educativo, que contém a Tabuada Colorida, um CD-Rom e um jogo com dados coloridos, custa R$ 55.

Serviço: o VII Salão do Livro da Região do Baixo Amazonas segue até domingo (31). Visitação de segunda a sexta-feira, das 9h às 22h, e no sábado e domingo, de 15h às 22h. Entrada gratuita. O Espaço Pérola do Tapajós, no Parque da Cidade, fica na Avenida Bartolomeu de Gusmão, s/n.