Hiroshi Bogéa On line

Supostos executores de advogado são presos em Altamira

A Polícia Civil apresentou na última sexta-feira (20), em Belém, os presos Josoé Oliveira Barros, de apelido “Zé Barrão”, e Francisco Mendes de Oliveira, conhecido como Pitbull, presos na última quarta-feira, em Altamira, acusados de serem os executores do advogado Mário Pinto da Silva, crime ocorrido em 7 de novembro do ano passado, em São Félix do Xingu, sudeste do Pará.

Os dois foram presos por policiais civis de Altamira e transferidos para Belém por policiais da Divisão de Homicídios, responsável pelas investigações do crime.

As informações foram apresentadas em entrevista coletiva presidida pelo delegado-geral Claudio Galeno e com as presenças de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção Pará, tendo à frente o advogado Eduardo Imbiriba, secretário geral da OAB Pará e presidente da Comissão de Defesa de Direitos e Prerrogativas da Ordem.

Josoé é apontado como responsável em deflagrar os disparos e conduzir a moto usada no crime, enquanto que Francisco foi responsável em monitorar a vítima e repassar à Josoé a localização do advogado para que o crime fosse cometido.

As investigações apontaram que o crime foi resultado da cobrança de uma multa ambiental no valor de quase R$ 1 milhão.

Foi identificado o casal de ruralistas – Antonio Honorato de Souza e Odaleia Carneiro de Souza – como mandantes do crime.

Os dois estão com mandados de prisão decretados pela Justiça, porém permanecem foragidos.

O delegado André explica que Honorato adquiriu uma propriedade rural, onde havia sido realizada uma extração ilegal de madeira que, na época, foi detectada pelo Ibama. O órgão ambiental aplicou uma multa ao proprietário da terra. Contudo, o terreno foi vendido para Honorato.

O advogado entrou na causa para colocar a multa em nome de Honorato para que ele assumisse o ônus da multa e tentasse repassar ao antigo dono. Por causa disso, explica o delegado, Honorato e sua mulher decidiram contratar Josoé e Francisco para executar o advogado.

 

                          Fonte: Assessoria de Comunicação Polícia Civil

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