Suposta propina de R$ 1,5 mi a juízes do caso padre Robson: STJ apura

Publicado em 9 de março de 2021

O Judiciário goiano deve terminar de enviar ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), ainda nesta terça-feira (9), centenas de interceptações telefônicas, áudios de whatsapp e demais provas do caso padre Robson de Oliveira Pereira, réu em um suposto desvio de dinheiro de doações de fiéis em Goiás.

A corte superior vai fazer pente-fino em todas as provas e poderá, inclusive, julgar todas as denúncias. Isso ocorrerá se for retirado do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) o poder de definir os rumos dos processos, de forma definitiva. A possibilidade aconteceria em possível confirmação de pagamento de propina de R$ 1,5 milhão a desembargadores que proferiram decisão favorável ao pároco.

A juíza Placidina Pires, titular da 1ª Vara dos Feitos Relativos a Delitos Praticados por Organização Criminosa e de Lavagem ou Ocultação de Bens, Direitos e Valores da comarca de Goiânia, disse, nesta terça-feira (9), que está cumprindo a ordem do ministro Benedito Gonçalves, do STJ. Ela é a responsável pelas ordens judiciais proferidas no âmbito da Operação Vendilhões, deflagrada contra o religioso pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), em agosto de 2020.

As centenas de arquivos contêm provas sobre o suposto desvio de dinheiro de doações de fiéis para a Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), destinadas à construção do novo Santuário Basílica de Trindade. Iniciada em 2012, a obra tem apenas 17% do projeto executado. (Metrópoles/O Liberal)