Sopros de esperança

Publicado em 2 de fevereiro de 2011

19 dezembro 2008.

Nessa data, a ex-governadora Ana Júlia, ao lado do então presidente do Incra, , Rolf Hackbart, lançou a pedra fundamental da Escola Agrotécnica Federal de Marabá, na área da antiga Fazenda Castanhal Cabaceiras.

Passados dois anos, o complexo educacional encontra-se quase concluído.

Ontem, terça-feira, 1, ao passar algumas horas no CRMB conversando com operários e engenheiro da construtora, o poster mergulhou na importância social do empreendimento para a formação de mão-de-obra no campo, particularmente, na qualificação profissional de novas gerações nascidas na zona rural.

A sensibilidade de Lula na Presidência da República permite ao Brasil conviver, agora, com esse tipo de obra, tão comum nos países desenvolvidos há mais de cinquenta anos.

O Brasil têm um débito imenso com sua juventude.

O passivo com os povos da floresta é maior ainda.

A partir de uma estrutura física como a que o poster deparou, 2 km adentro da mata, partindo da Rodovia BR 155 (antiga Pa-150), no Km 25, nasce um novo Brasil.

O Brasil rural potencializado em seu alicerce educacional.

A previsão é de que até julho o CRMB entre em funcionamento.

No conjunto de obras, em fase de acabamento, estão os llaboratórios, biblioteca, salas de aulas e unidades educativas.

Em construção básicas, as residências estudantis, e de professores; e o refeitório, bem como a caixa d´água central.

A data tem forte significado histórico para os movimentos sociais. Naquele dia, crisou-se, também, o Projeto de Assentamento 26 de março, na primeira fazenda fazenda, do país, desapropriada para fins da reforma agrária porque descumpria os quatro requisitos da função social da terra.

A escola, agora denominada Campus Rural de Marabá (CRMB), era reivindicação dos movimentos sociais do campo que, há mais de duas décadas, vêm lutando pela capacitação e formação de jovens e adultos com vistas ao desenvolvimento rural sustentável.

O Campus Rural de Marabá selecionará, como público-alvo, preferencialmente, jovens oriundos da produção familiar e comunitária. A previsão inicial é atender cerca de 300 educandos de 39 municípios que compõem o sul e sudeste Paraense. Quando estiver em pleno funcionamento, a escola terá capacidade de atendimento de mil estudantes.

A Agrotécnica funcionará em sistema de internato e terá residência estudantil e refeitório, laboratórios, biblioteca, salas de aulas e unidades educativas para dar suporte às atividades teóricas e práticas.

Já concluído, o projeto político-pedagógico contou com a participação efetiva do Fórum Regional de Educação do Campo. São previstos cursos de Agropecuária, Agroindústria e Agrofloresta (com enfoque agroecológico) integrados ao ensino médio.

A longo prazo, a meta é expandir as atividades criando cursos superiores de Tecnologia e Licenciatura Plena em Educação no Campo. A metodologia será a da Pedagogia da Alternância. Por meio dela, os alunos permanecem um período na escola e outro nas comunidades, conciliando as atividades agrícolas às da escola. Para isso, há uma sintonia entre o calendário estudantil e o calendário agrícola regional.