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Sintepp diz que não existe segurança para retorno de aulas presenciais

O Sintepp estadual bateu de frente com o Ministério Público do Pará ao criticar o formato da chamada escuta pública que está ouvindo a comunidade escolar sobre a oferta da educação neste período de pandemia da covid-19 – que determinou a suspensão das atividades nas escolas e a realização de aulas remotas.

Não apenas o MPE, como também o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT)

Desde essa segunda-feira (6) a escuta pública ocorre de forma virtual.

A secretária geral do sindicato, Miriam Sodré diz que “o questionário deixou de fora vários aspectos, como, por exemplo, a Educação de Jovens e Adultos (EJA), educação infantil,  além de não dar a opção de opinar pelo não retorno presencial durante a pandemia”

O Pará possui 575 mil estudantes na rede pública – as aulas estão suspensas desde 18 de março como forma de prevenção à pandemia ocasionada pelo novo coronavírus.

A previsão é que as atividades sejam retomadas em agosto. Porém, para os membros do Ministério Público o retorno deve ocorrer de forma coerente, considerando o cenário da pandemia em cada município.

“Vamos participar dessa consulta, embora quiséssemos ser ouvidos enquanto instituição”, afirmou a secretária geral do Sintepp-Belém, Miriam Sodré. “Mas vamos deixar evidente, mais uma vez, nosso posicionamento de desaprovar a volta as aulas sem a garantia das condições sanitárias para essa volta de forma segura, para todos.

A posição do Sintepp Belém é de que não existe possibilidade de retorno às aulas enquanto durar a pandemia, visto que não existe segurança sanitária para um possível retorno”, acrescentou.

“A proposta de nossa categoria é que ocorra um diagnóstico da situação de nossas escolas no Estado, das condições de saúde de professores, funcionários e alunos, para que diante disso se discuta, democraticamente, um protocolo de segurança sanitária, para um possível retorno das aulas no pós-pandemia”, observa Miriam Sodré.

A representante do Sintepp argumenta: “Construimos um protocolo e a Secretaria Municipal de Educação (Semec) não quer discutir. Não tem sequer um calendário de retorno, com volta gradativa. Enfim, nossa posição sempre será de volta as aulas só depois da pandemia. Consideramos importante participarmos dessa consulta pública organizada pelo MPPA, MPF, MPT, no sentido de ouvir a opinião de professores, servidores, alunos e comunidade escolar sobre o retorno das aulas. Mas o questionário está muito raso. Só avalia desempenho de professor”.

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