Hiroshi Bogéa On line

Sidney Rosa cai ou não cai?

Antecipada há três dias   pela jornalista Franssinete Florenzano, sempre em cima do lance, já deve estar na mesa do governador Simão Jatene pedido de afastamento do empresário madeireiro Sidney Rosa da secretaria de Projetos Estratégicos do Estado. O assunto é tema de matéria na edição desta terça-feira, 29, do jornal Diário do Pará.

Sidney é alvo de denúncias de prática de trabalho escravo em terras exploradas por ele no vizinho estado do Maranhão, mais precisamente na Reserva Biológica do Gurupi.

Como o governador Simão Jatene assinou carta-compromisso durante o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, engrossando fileiras contra o trabalho em estado cativeiro, entidades envolvidos na luta contra atividades análogas à escravidão esperam dele imediato afastamento do auxiliar.

Ouvido pelo jornal, Rosa saiu-se com essa preciosidade:

– “Foi meu irmão quem contratou o “Salu” (peão responsável pela contratação dos trabalhadores colocados em cativeiro) e nós não sabíamos que ele tinha antecedentes de trabalho escravo no Maranhão”.

Bom dizer o que ainda não foi dito, até agora.

No lusco-fusco de suas atividades devoradoras de matas amazônicas, a área onde Sidney Rosa explorava mão de obra escrava fica situada numa das regiões mais violentas da zona rural do Meio-Norte, mais precisamente naquilo que chamam de último maciço de Floresta Amazônica,  na divisa dos estados do Pará e Maranhão.

O mosaico formado pela Reserva Biológica do Gurupi (MA) – área de preservação permanente – e três terras indígenas é povoado por madeireiras.

Para se ter ideia da agressividade reinante patrocinada por donos de serrarias, tempos atrás, ao serem ameaçados de morte, agentes do Ibama foram retirados às pressas da Rebio.

Como a região é cercada por municípios cujas populações vivem sem opção de emprego, é cenário estimulador para a extração ilegal de madeira transformar-se na principal fonte de renda para centenas de pais de famílias, submetidos às mais selvagens condições de precariedade.

Por ocasião de sangrentos confrontos ocorridos em Buriticupu (MA), quatro anos atrás, com mortes e dezenas de feridos, numa luta do governo contra o desmatamento, o poster conheceu a Reserva Biológica do Gurupi. À época, trabalhadores ouvidos citaram diversas vezes o nome do madeireiro Sidney Rosa como um dos que mais empregavam pessoas em terras supostamente de propriedade dele, no município de Carutapera, do outro lado do rio Gurupi que separa os estados de Pará e Maranhão.

Ao lado paraense, está a cidade de Viseu.

Sabem quais cidades mais consomem madeira extraída ilegalmente da Rebio do Gurupi?

Buriticupu, Açailândia e Itinga – no Maranhão-; Paragominas e Dom Eliseu, no Pará.

Constata-se, nesse processo, a criativa demonstração de como Sidney Rosa, depois de ter contribuído para destruir as matas do município de Paragominas, parte para conquistar florestas além-mar – ou além-rios, como preferirem.

Duas situações distintas: o ato e a pose.

O ato de devorar florestas.

A pose, agora representada dignamente pelo seu preposto na prefeitura de Paragominas, Adnan Demachki, de implantação de um programa de reflorestamento do município.

Quem há de confiar em boas intenções dessas pérolas?

A quem tem pouca memória, o poster faz questão de relembrar fato ocorrido tempos atrás, por ocasião das audiências públicas realizadas em municípios da Calha Norte (Almerim, Prainha e Monte Alegre), para a definição da área que integraria a Floresta Estadual do Paru.

Quem estava lá?

Ele mesmo: Sidney Rosa, participando dos debates e tentando convencer técnicos, inclusive gente do Imazon, para que uma área pontualmente explorada pela empresa do empresário fosse retirada do mapa da Flota.

Sem sucesso, Sidney deve ter desistido de continuar investindo na área, apesar de ser dono de outra propriedade, fora da Paru, onde já explorava madeira.

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8 Comentários

  1. anonino

    5 de fevereiro de 2020 - 18:02 - 18:02
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    So quem não conhece Paragominas e a seriedade do Dr. Adnan Demachki pra falar tanta merda.

  2. Anonymous

    2 de março de 2011 - 14:23 - 14:23
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    O pior é que a SEPE é quem cuida do Programa ParáRural, que é financiada pelo BID e que entre umas de suas ações esta a regularização fundiária.
    Será que o BID vai querer renovar o convênio quando souber que o Secretario da Pasta é um Escravista?

    As mentiras mais contadas pelos escravistas:

    O empresário não sabe dos fatos que ocorrem dentro de sua fazenda e por isso não pode ser responsabilizado:

    A verdade é que o empresário é o responsável legal por todas as relações trabalhistas de seu negócio. A Constituição Federal de 1988 condiciona a posse da propriedade rural ao cumprimento de sua função social, sendo de obrigação de seu proprietário tudo o que ocorrer nos domínios da fazenda.

    Por isso, o fazendeiro tem o dever de acompanhar com freqüência a ação dos funcionários que administram sua fazenda para verificar se eles estão descumprindo alguma norma da legislação trabalhista, além de orientá-los no sentido de contratar trabalhadores de acordo com as normas estabelecidas pela CLT.

  3. Anonymous

    2 de março de 2011 - 12:58 - 12:58
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    Os Rosa

    Não são flores que se cheire. O Rosa quase ex-secretário é mesmo empresário predador e tem sim, trabalho escravo em suas propriedades. Jatene é que não sabe da história. Mas contaram pra ele e ele ficou pra frente e para tras naquele seu jeito de sentar-se à mesa. Balançando, sabe como é? Pra frente e para trás, no espaldar da cadeira. Quanto a serem (os Rosa), prepostos de Sarney, qual o problema? Sarney manda e sabe mandar. Que o diga Lula e sua presidenta.(É isso, Marta Suplicí. Ou não?).

  4. Anonymous

    2 de março de 2011 - 03:23 - 3:23
    Reply

    Hiroshi enquanto bricam com esta estória de Paragominas município verde, estes devoradores atacam as florestas de outros municípios que entram na lista de desmatadores enquanto Paragominas alega conter o desmatamento e conservar 50% de sua área preservada, uma piada. Quem conhece Paragominas sabe que as áres preservadas são na verdade florestas secundárias que não tinha interesse comercial para os madeireiros.

    Sideni e outros madeireiros de Paragominas exploram agora com força total a cidade de Almerim que logo logo deve estar na lista de muncipios que mais desmatam.

    Hiroshi você deveria dar uma olhadinha nos valores captados do BNDES pelas ongs ambientalistas que estão certificando Paragominas com municipio verde. É coisa de corar. Dinheiro demais da conta sô! Dê uma pesquisada e coloque aqui no seu blog para jogar uma luz sobre esse marketing que na verdade encobre o que está acontecendo por aquelas bandas. Basta dar uma passadinha pela rodovia pa 125 que liga Paragominas ao rio capim pra ver a intensa atividade de caminhões trazendo madeira principalmente de Ipixuna e outros muncipios próximos, enqaunto isso os tucanos de Paragominas recebem as honras por estarem preservando as florestas da amozonia. Eu imagino como eles riem disso tomando um uisque daqueles mais caro que o dinheiro possa comprar. Desmatar os outors municipios e ganhar premio por preservar o que já não existe em Paragominas. Ou esses caras de Paragominas são uns gêniso ou nós papas xibés somos muito otários, só pode!

    Vlad

  5. Anonymous

    1 de março de 2011 - 23:29 - 23:29
    Reply

    Amigo Hiroshi

    O Adnam já tirou Paragominas da lista das cidades que mais desmatavam a Amazônia. A nossa Marabá ainda tá nessa lista. Acorda Maurino

    Mauro lisboa

  6. Anonymous

    1 de março de 2011 - 18:25 - 18:25
    Reply

    Os irmãos e demais familiares de Sidney, todos eles sem exceção, não passam de prepostos de Sidney. Como se diz aqui no Maranhão nenhum deles dá um prego numa barra de sabão sem a expressa anuência do chefe.

    Isso é tática de defesa numa vâ tentativa de esconder o sol com peneira. As entidades que sustentam as denúncias contra esse senhor devem ficar atentas, caso contrário a impunidade grassará e sideny ainda ostentará isso como prova de sua idoneidade. Todo cuidado é pouco.

    Maurício

  7. Anonymous

    1 de março de 2011 - 16:58 - 16:58
    Reply

    Muito bem Hiroshi, é preciso desmascarar certas pessoas que tem um passado de exploração do trabalho escravo, e agora quer da um de bom mocinho, e que foi um dos que mas desmatou na Amazonia, e ninguem fala nada. Vamos v agora se o Governador tem coragem de demitir seu financiador da campanha.

  8. Rone

    1 de março de 2011 - 16:02 - 16:02
    Reply

    eu queria mesmo saber o que move esse seu sentimento contra Adnan, pois até de prefeito factóide vc já o chamou. mesmo vc sabendo que ele recebeu o "prêmio chico mendes" do MMA
    ou o Ministério seria muito infantil no ponto de ser enganado por um prefeito de oposição ou, Adnan está mesmo fazendo um excelente trabalho com o Projeto Município Verde e segundo sua afirmação que o município está devastado saiba que segundo o IMAZON 50% das terras de Paragominas estão preservadas.

    não adianta os maus perdedores tentarem melar a carreira do melhor político que eu já ví em minha vida, que é Sidney Jorge Rosa.
    homem de valor!

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