Servidor da Adepará teria sido transferido por combater “propina e condenar carne estragada”

Publicado em 22 de março de 2013

 

Blog acaba de publicar, ao post  Jader desmente boatos de ataque cardíaco,  comentário de Jesiel Nascimento.

Autor da mensagem  afirma ter sido removido para um posto de trabalho da Adepará, no coração da  Transamazônica, por não compactuar com a corrupção que impera em posto de fiscalização denominado Rio Tocantins, do mesmo órgão.

Comentário é carregado de grave denúncia, a merecer, no mínimo, manifestação pública da direção da Adepará.

O que diz o autor da mensagem, reproduzida a seguir:

 

 

Jesiel Nascimento

Prezado Bogéa. Sou da ADEPARÁ, trabalho em um posto de fiscalização agropecuária Rio Tocantins e veja só: por não aceitar nenhum tipo de propina, fazer vários autos de infração, condenar carne bovina estragada etc., fazer denúncias contra maus servidores de VÁRIOS ÓRGÃOS que trabalham próximos a nós e outros mais; como punição, os diretores da ADEPARÁ me removeram para um posto na transamazônica sem ao menos me dizerem o porquê; baseados, segundo eles, por alguém que também não me disseram. Do ponto de vista Legal, estão corretos; contudo do ponto de vista MORAL e ÉTICO foram extremamente arbitrários. Estou com as fotografias, gravações, cópias e pensando seriamente em ir (o mais breve possível) ao MINISTÉRIO PÚBLICO DO PARÁ. Ao fazerem este ato insano, os diretores da ADEPARÁ manifestaram claramente aos DESONESTOS e CORRUPTOS que o “CERTO É FAZER O ERRADO”, uma vez que quem trabalha de forma correta e de acordo com a lei tem que ser penalizado e isolado; removeram-me para um posto de fiscalização agropecuária no meio da Rodovia transamazônica (Itaituba/Rurópolis – Posto BR 163), posto este sem suporte e sem segurança efetiva e absoluta. Sinceramente é, no mínimo, condena-me a morte, uma vez que não aceitaria em hipótese alguma me corromper e nem deixaria de executar a legislação agropecuária que frequentemente vai contra os interesses de políticos e pessoas ricas que pouco se importam com a qualidade dos alimentos (produtos e subprodutos de origem animal e vegetal). O estado do Pará está prestes a conseguir o status de área livre para febre aftosa e um comportamento desse tipo é no mínimo insano, irresponsável e perigoso. Estou triste, magoado, decepcionado e indignado, mas consciente do que eu sou e do eu faço; estou disposto a solicitar que os meus sigilos bancário, fiscal e telefônico e outros mais sejam quebrados. Também estou disposto a recorrer ao Judiciário parauara para ter meus direitos constitucionais garantidos. Acredito, ainda, em um Pará melhor. Acredito no MP paraense e no Judiciário. Acredito em pessoas honestas como vossa excelência. Acredito na blogosfera paraense. Acredito na participação popular. Acredito em um Brasil livre de corruptos e sanguessugas.