Seminário debaterá ditadura militar e resistência armada no Araguaia

Publicado em 10 de março de 2014

 

 

Quem informa é a professora Idelma Santiago da Silva, da UNIFESSPA:

Nos dias 21 a 23 de maio de 2014,   Marabá será palco do Seminário Nacional Ditadura Civil-Militar no Brasil e a Resistência Armada no Araguaia.

Será o primeiro seminário de História organizado pela UNIFESSPA, em colaboração com a Faculdade de História da UFPA, do qual participarão os professores e professoras e as primeiras turmas de estudantes dos cursos de História dos campi de Marabá e Xinguara.

Além da Mesa de Abertura e atividades culturais, as Conferências e as mesas redondas do Seminário serão destinadas a aprofundar as mudanças políticas, sociais, econômicas e culturais ocorridas na região sul e sudeste do Pará no período da ditadura civil-militar no país (1964-1985), especialmente sobre a violação de Direitos Humanos, os conflitos agrários, a resistência armada à ditadura e o impacto na região dos denominados grandes projetos econômicos, temas inseridos no recorte do tempo histórico que denominamos História do Tempo Presente.

Release encaminhado por Idelma informa que “o conhecimento histórico apresenta-se como tarefa fundamental para reconhecer a diversidade cultural e a formação histórica dos diversos grupos sociais que compõem a paisagem humana da região e sua crescente diversidade produto, em grande medida, dos diferentes processos migratórios e os conflitos entre setores do grande capital (agronegócio, mineração, madeireiros) e diferentes grupos sociais (camponeses, indígenas, extrativistas, quilombolas e segmentos diversos de trabalhadores rurais e urbanos), bem como as experiências desses grupos, desdobradas em diferentes estratégias e táticas de enfrentamentos, disputas, combates, alianças e negociações”.

A realização do Seminário se insere, assim, nos objetivos do Projeto Pedagógico dos Cursos de História de Xinguara e Marabá da UNIFESSPA, que estabeleceu como metas a necessidade de compreender a Amazônia oriental, especialmente a região sul-sudeste do Pará, como territórios social e culturalmente construídos.

Em breve, a coordenação do evento divulgará a abertura de inscrições.