Sem Papai Noel para ninar

Publicado em 16 de dezembro de 2011

 

Um jogo lúdico provocado pela diretora da escola São José, na vila que leva o mesmo nome, a 8 quilômetros de Marabá, revelou crianças um pouco distanciadas do “sonho natalino” que embala o universo juvenil, nesta época do ano.

A percepção que as crianças da zona rural têm do Natal é ritmada pelo cotidiano duro de suas famílias – mundo revelado nos desenhos que alguns alunos fizeram nas salas de aula.

O pequeno Davi deixou que suas mãozinhas expressassem sua fragilidade de criança. Elas concretizam o abstrato, nossos sentimentos: amor (cafuné na cabeça), tristeza (mãos em oração), medo (apertadas uma nas outras). Com as mãos trabalhamos todos os dias, com as mãos escrevo este texto…”, conta Evilângela Lima num suave texto revelador da experiência.

“O que me chamou atenção foi a falta de presentes de Natal. Nenhuma criança pediu ou desenhou presentes (brinquedos), um pensamento maduro?”, indaga a colaboradora.

 

Leia o texto de Evilângela Lima, na coluna ao lado.