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Salame reúne com moradores do “Pontal” que têm casas ameaçadas de desabamento

 

Cabelo SEco

“Neste governo, nenhum interesse dos trabalhadores e dos mais humildes será prejudicado”. Desta forma João Salame Neto, prefeito de Marabá, garantiu nesta segunda-feira (24), durante reunião em seu gabinete, que todos os esforços serão feitos no sentido de resolver o sério problema que afeta algumas casas no bairro Francisco Coelho, na região conhecida como “Pontal”. Com a erosão ocorrida na margem do rio, treze delas ameaçam desabar e três já foram interditadas pela Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, mas os moradores se recusam em deixar os imóveis.

Dias atrás, uma vistoria realizada pela Defesa Civil identificou o problema e algumas providências imediatas foram sugeridas, entre elas, a remoção das famílias, sua inclusão no programa Minha Casa Minha Vida e o pagamento do chamado aluguel social, enquanto uma solução definitiva não seja viabilizada. Os moradores consideraram que o valor do aluguel social é muito pequeno e que a mudança para um dos residenciais – distantes do bairro – os afastaria da área de pesca, sua principal fonte de renda.

Estabelecido o impasse, João Salame convidou autoridades e a comunidade da área para discutir, de forma conjunta, alternativas que garantam a sobrevivência e, principalmente, protejam a vida dos moradores que tiveram suas casas interditadas. A construção do cais de arrimo é apontada como solução, mas além de demandar tempo, exige recursos que a Prefeitura não tem disponíveis de forma imediata. Análises preliminares apontam que a obra custará mais de R$ 90 milhões.

“Além do custo elevado, uma obra desta envergadura vai levar vários meses para ser construída”, afirmou Salame ao justificar a necessidade urgente em retirar do local as famílias cujas casas ameaçam desabar. Para o prefeito, não existe interesse algum em prejudicar as pessoas humildes, mas não é possível deixar que permaneçam em áreas consideradas de alto risco e que convivam com sério risco de vida. A prefeitura tenta sensibilizar o Governo Federal para que libere recursos para a obra e na primeira semana após o Carnaval, estará em Marabá a secretaria nacional de Habitação que será levada para conhecer a área.

Os representantes dos moradores reivindicaram a elevação do aluguel social e a garantia de que, feita a obra definitiva, possam retornar às suas casas. Querem ainda que seja proibida a extração de areia próximo às margens. A extração, segundo eles, contribui para a aceleração do processo de erosão na área.

João garantiu que nesta terça-feira (25), vai apresentar uma proposta de elevação do valor do aluguel social. O prefeito deixou claro que, construído o cais de arrimo e verificado que não há mais risco, estará garantido o retorno das famílias às residências. Ao mesmo tempo, Salame determinou que sejam analisadas outras alternativas para contenção das encostas, entre elas o plantio de bambus. Por fim, sugeriu que seja marcada uma reunião urgente com o Ministério Público e os donos das máquinas que extraem areia, com o objetivo de encontrar uma solução para o problema. A proposta é que esta reunião aconteça ainda esta semana ou, não sendo possível, logo após os feriados do Carnaval.

O que foi discutido consta em ata que será encaminhada para conhecimento do Ministério Público Estadual. Participaram da reunião, o presidente da associação de moradores, Estandislau Cordeiro, os secretários Antonio de Pádua (Sevop), Carlos Brito (Semma), Abyanci Cardoso (Seasp), Dr. Alexandres Lisboa (Progem) e Márcio Costa (Defesa Civil), representantes do Governo do Estado, além dos vereadores Leodato Marques, Guido Mutran, Coronel Araújo, Ubirajara Sompré, Alécio da Palmiteira e líderes comunitários. (Ascom)

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