Hiroshi Bogéa On line

Roberto Freire sob a ótica de um pernambucano

 

 

Está lá no  blog  O Cachete:

 

 

O PPS simplesmente assassinou toda a tradição de luta do antigo Partido Comunista. Deturpou conceitos, virou casaca e passou a fazer o jogo sórdido da direita, lambendo os escrotos purulentos daqueles que colaboraram para torturar e matar os rebeldes vermelhos das décadas de 60 e 70. Mas vale uma visita ao tempo pretérito. Nos anos de chumbo, Freire passou incólume como procurador autárquico do IBRA, numa época em que muitos de nós servíamos de cobaias para testes de reação a eletrochoque ou afogamento. No governo FHC, virou um inseto “fisiológico”, líder da chamada “bancada da madrugada”, oposição de fachada durante o dia, aliada estratégica nos horários de recesso. Freire foi o golpista que apareceu em todas as emissoras de TV, em 2.005, repetindo o bordão: “o governo acabou”. Como um papagaio lesado, alçava a voz numa declaração que mais expunha seu desejo do que a realidade. A história mostrou que Freire estava errado. Como humildade é virtude que não conhece, o político pernambucano jamais fez seu necessário ato de contrição. Segue por aí, de gabinete em gabinete, mascateando vergonhosamente suas migalhas de apoio oposicionista. As pessoas de bem não têm dúvida: Freire constitui-se em expressão máxima de um jeito conveniente de fazer política, em que a renúncia moral é recompensada pelos mimos da direita e dos barões da mídia.

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8 Comentários

  1. José G. de Almeida

    6 de setembro de 2011 - 20:20 - 20:20
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    Qual a verdadeira intenção do Sr. Hiroshi Bogéa em publicar um texto alheio, que achincalha com uma liderança tão expressiva quanto Roberto Freire e denigre um partido que pratica uma oposição coerente.Gostaria de saber a sua resposta.

  2. João Salame

    6 de setembro de 2011 - 10:41 - 10:41
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    Freire.

    Obrigado pela correção carregada de largo conhecimento cultural. Quanto ao resto do texto, o mantenho

  3. Freire

    5 de setembro de 2011 - 12:52 - 12:52
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    Concordo contigo, Galeguinho, o vermelho.
    Outra coisa, não é gerimbabo. É xerimbabo, termo paraense da gema, herdado dos índios, para definir aqueles bichinos que os índios mantinham como mascotes. Entendeu?

  4. João Dias

    5 de setembro de 2011 - 12:00 - 12:00
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    Um camarada nasce, não se inventa.

    Conheci Roberto Freire em Belém (1974), por meio do JINKS (Batista Campos), um vermelho da cabeça aos pés, era PCBÃO, bom discurso e compromissado com os ideais comunistas. Hoje PPS, não é mais o mesmo. Faz oposição por oposição. Perdeu a identidade e o rumo.

    João Dias Aragão
    (um socialista de verdade)

  5. João Salame

    5 de setembro de 2011 - 11:22 - 11:22
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    Meu caro Hiroshy

    O pau mandado governista que assina esse comentário contra Roberto Freire deveria olhar para o próprio umbigo. Freire nunca teve seu nome envolvido em nenhuma bandalheira nesse País. E já são décadas de militância política. Nunca se curvou às máquinas eleitorais. Ao contrário, teve a coragem que poucos políticos tem, de romper com governos no auge de suas popularidades para defender com coerência teses partidárias. Rompeu com o governo Lula, por exemplo, por que a administração petista, que tanto criticava a política econômica de Malan, decidiu mantê-la intacta.
    Freire e o PPS podem se equivocar politicamente e estou entre aqueles que avaliam que tem se equivocado, inclusive na crítica exagerada ao governo petista. Mas não na crítica correta à política econômica, aos escândalos cada vez mais frequentes envolvendo corrupção. Uma oposição que não fica atrás de benesses para vender sua independência politica. Uma oposião séria, fundamental para o exercício do jogo democrático.
    Porque esse gerimbabo não usa a mesma virulência para criticar Zé Dirceu, Antonio Palocci, Erenice e tantos outros que sujam o ideário da esquerda envolvendo-se em bandalheiras sem fim.
    Dizia-se que a esquerda se unia na cadeia. Muita coisa a dividia. Oportunismos, esquerdismos, sectarismos, etc. Mas ninguém falava de corrupção no seio da esquerda. Esse elemento novo e nocivo foi introduzido por essas lideranças petistas. Era disso que esse comentarista deveria meter o “cachete”. E lavar a língua antes de falar de Roberto Freire.
    Atenciosamente,

    João Salame

  6. DJALMA GUERRA

    5 de setembro de 2011 - 10:44 - 10:44
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    Brilhante o comentario do Sr. Jorge Rozar.

  7. Paulo

    4 de setembro de 2011 - 18:55 - 18:55
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    Oposição com Amnésia?

    A oposição esta sem discurso, sem direção e sem líderes. Porque eu falo isso? Porque durante a corrida presidencial de 2010 o PSDB e o DEM[o] foram a TV reclamar das altas taxas de juros impostas no governo Lula (taxas essas que controlaram a economia do Brasil durante a crise). Pois bem, o tempo passou, Serra foi derrotado e o PSDB mudou sua posição sobre o assunto.

    Essa semana, no dia 31/08/2011 o Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central (BC) reduziu a taxa básica de juros (Selic) de 12,5% para 12%, ou seja, uma diminuição real de 0,5%, parece pouco mais isso na economia faz diferença. No mesmo dia o Jornal Nacional, da Rede Globo procurou somente políticos da oposição para opinar sobre a decisão do BC de reduzir os juros em 0,5 ponto percentual e para surpresa geral, todos eles, que durante a campanha eleitoral eram favoráveis, hoje com a derrota de Serra, se mostram contra a queda de juros.

    “Fica claro que houve uma interferência do Palácio do Planalto. Passa para o mercado um fato muito ruim de que o Banco Central não é autossuficiente nem autônomo como se imaginava”, opinou o senador José Agripino (DEM-RN). Já o líder do PSDB, Senador Álvaro Dias, se disse contra a decisão por que “os especialistas não consideram o momento oportuno por causa da inflação”.

    Foi uma decisão importante do Banco Central, mostrando uma afinação total da equipe econômica da presidente Dilma Rousseff, que havia anunciado um superávit extra de mais 10 bilhões para este ano de 2011 e agora baixa a taxa básica de juros da economia, reafirmando que o governo vai continuar combatendo a inflação, mas que vai preservar o crescimento da economia, a geração de empregos e, em suma, o poder aquisitivo da população, que aumentou nos últimos oito anos, gerando um novo e vigoroso mercado interno.

    O que leva os parlamentares demo-tucanos a darem as costas ao seu próprio discurso então, tem a ver com as previsões sobre o que acontece na economia. Essas previsões não são como as que fazemos sobre futebol ou outros esportes, as previsões e analises sobre juros são vendidas a peso de ouro no mercado financeiro e geram apostas bilionárias, onde quem mais acerta mais ganha!

    Assim, temos uma situação interessante. Os economistas fazem suas previsões, apostam, ganham bilhões todos os anos e torcem para que os juros continuem altos. Seu braço político, os parlamentares demo-tucanos criticam os juros “mais altos do planeta”, esquecendo-se de que no governo FHC a taxa SELIC chegou a 45% (certamente, numa homenagem ao número dos tucanos). Quando o Banco Central “desobedece” uma regra não escrita, de avisar a turma de que vai baixar os juros, quando a equipe econômica trabalha sem divergências, de forma afinada, para controlar a inflação e garantir o crescimento econômico do país, isso pode ter ferido os interesses bilionários de quem apostava em juros permanentemente altos. Os economistas perderam dinheiro e seu braço politico perdeu o rumo.

    A TUJA – Torcida Uniformizada dos Juros Altos está em clima de perda de campeonato mundial. E os políticos demo-tucanos, aflitos com a possibilidade de Dilma conseguir o que Lula não conseguiu, por causa da crise de 2008: juros de um dígito. Isso é contra os interesses demo-tucanos, porque pode significar um governo mais forte e popular.

    Autor: Jorge Rozar

  8. Guilherme Marssena(um CARIÔNIDA)

    4 de setembro de 2011 - 18:46 - 18:46
    Reply

    Se eu gostasse de plágios: quando vi este texto ao dar uma passada lá no blog http://www.esquerdopata.blogspot.com ,o transcreveria com o nome do vasilha Jordy. Mas como tu já repercurtistes em teu blog,agora faço este comentário O VASILHA JORDY não age igualzinho ao BABAOVO Freire.

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