Roberto Freire sob a ótica de um pernambucano

Publicado em 4 de setembro de 2011

 

 

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O PPS simplesmente assassinou toda a tradição de luta do antigo Partido Comunista. Deturpou conceitos, virou casaca e passou a fazer o jogo sórdido da direita, lambendo os escrotos purulentos daqueles que colaboraram para torturar e matar os rebeldes vermelhos das décadas de 60 e 70. Mas vale uma visita ao tempo pretérito. Nos anos de chumbo, Freire passou incólume como procurador autárquico do IBRA, numa época em que muitos de nós servíamos de cobaias para testes de reação a eletrochoque ou afogamento. No governo FHC, virou um inseto “fisiológico”, líder da chamada “bancada da madrugada”, oposição de fachada durante o dia, aliada estratégica nos horários de recesso. Freire foi o golpista que apareceu em todas as emissoras de TV, em 2.005, repetindo o bordão: “o governo acabou”. Como um papagaio lesado, alçava a voz numa declaração que mais expunha seu desejo do que a realidade. A história mostrou que Freire estava errado. Como humildade é virtude que não conhece, o político pernambucano jamais fez seu necessário ato de contrição. Segue por aí, de gabinete em gabinete, mascateando vergonhosamente suas migalhas de apoio oposicionista. As pessoas de bem não têm dúvida: Freire constitui-se em expressão máxima de um jeito conveniente de fazer política, em que a renúncia moral é recompensada pelos mimos da direita e dos barões da mídia.