Rio Moju espalha adrenalina na veia de quem o percorre

Publicado em 22 de maio de 2012

 

 

Primeira de uma série de viagens do projeto “Andando pelos Rios da Amazônia”, o trajeto de Belém a Moju foi realizado sábado, 19, por 42 jetskistas. Convidado pelo filho Thiago Bogéa a fazer parte do grupo, o pôster viveu momentos de agradável emoção ao singrar águas da Baia do Guajará, cruzando a foz do rio Acará até encontrar a boca do  rio Moju.

O grupo de aventureiros deixou o “Espaço Náutico” –  moderna garagem náutica recentemente aberta na capital -,  às 10h50.

As águas nervosas do Guamá, empurradas pelos fortes ventos que sopravam naquele momento,  deslizando sem controle ao longo da baía, ficaram mais agitadas com a aceleração das potentes máquinas ziguezagueando em direção ao Arapari, ponto de referência para quem não tem noção geográfica da direção real do município do Moju, pela baía do Guajará.

 

Passando ao largo da Ilha das Onças, as cilindradas selvagens dos Jets ecoavam ruídos harmônicos, como em diapasão, multipicando a sonoridade  através da propagação natural da mata.

Pura emoção em plena baía rumo a uma indescritível emoção.

O pôster estava iniciando a realização de um grande sonho: percorrer os rios da Amazônia num Jetski, abrindo, naquele momento,  uma série de muitas outras viagens programadas pelo  empresário Lionel Pinho (dono da Directjet, concessionário da marca Seadoo  na região Norte).

Trinta minutos depois de deixarmos o porto de Belém, passávamos pela foz do rio Moju, conhecendo o encontro das águas dos rios Acará com aquele. Na primeira foto abaixo, na foz do Acará pode ser vista a ponte da Alça, bem longe.

 

Abaixo,  imagem está bem mais próxima, cinco minutos depois de sairmos da foz do Acará.

Esta é a ponte 2 sobre o rio Moju. A outra ponte sobre esse rio é a que foi construída em frente à cidade do mesmo nome.

 

O rio Moju é  envolvente,  sentindo-o de perto, tocando suas águas.

Dá para perceber áreas imensas preservadas, sem  o processo de assoreamento que está matando os rios Tocantins e Itacaiúnas.

Até a foz do Acará, o pôster exercitava maior controle sobre o Jet, recentemente adquirido, máquina potente que, de certa forma, ao nos esforçarmos para domá-la, deu certo trabalho, até  se familiarizar com seus instrumentos.

Depois foi correr pro abraço.

Thiago, meu filho, conduzindo sua mulher, teimava em zoar com meu desempenho inicial nas águas da baía, pesadas e ariscas, mas depois teve de suportar a gozação do “velho” – a partir da foz do Acará, quando assumi praticamente a dianteira dos demais, fazendo média de 75 milhas por hora, enquanto ele subia na “valsa”, todo cuidadoso com Palloma, na garupa.

Exatamente às 12h15chegamos na cidade de Moju, após  uma hora e vinte e cinco minutos.

Thiago  e Palomma saudaram a chegada na cidade -, enquanto eu cuidava em registrar detalhes do ambiente, inclusive a beira-rio da cidade e a ponte da Alça Viária, denominada de Ponte Moju 1 (fotos).

 

 

Foto Palloma Bogéa

 

Fomos orientados por Lionel Pinho a subir o rio Ubá, braço de igarapé de águas escuras mas de extrema limpidez, além de bastante frias.

Subimos o igarapé por cerca de 30 minutos, até chegar no Balneário Levi, maravilhosa estação de lazer às margens do Ubá com infra de dar inveja.

Percorrer o Ubá foi emocionante pelos perigos que o percurso oferece, cheio de curvas em distancias próximas. Para quem não conhece o macete de domar curvas em alta velocidade, usando Jet dentro de um igarapé, normalmente acaba dentro do mato, correndo o risco de sofrer acidentes de grande proporção.

O segredo é acelerar ao máximo a máquina, nas curvas, para conseguir fazê-las sem “passar direto” – ou então, ao perder o controle  do percurso, indo em direção a mata à frente, acelerar forte e travar a ré. A potencia do motor do Jet, dependendo da cilindrada, é capaz de retroceder o percurso, em sentido contrário, livrando o jetskista de alguma esbarrada. Mas para isso, o cara tem que ter expertize e sangue frio.

Na ida, o pôster conseguiu fazer todas as curvas, em média velocidade, sem perder a trilha fluvial. Não dá para passar de 40 milhas dentro de um igarapé fechado.

No retorno do Balneário, por volta de 16h45, numa curva que recebia o reflexo do sol direto na cara, o pôster “dançou”, passando direto. Pelo menos alguns galhos de árvores foram descortinados na cabeça, só que conseguimos reverter  a potencia do motor, dando ré em alta velocidade. A frente do Jet ainda atingiu a ponta de um galho dentro d´água, sem maiores danos.

Susto danado.

O Ubá tem um traçado poético, com raras habitações em suas margens, a não ser pequenas pontes que a cruzam e onde crianças e moradores da redondeza se concentravam saudado os aventureiros com suas máquinas barulhentas.

 

 

Chegamos ao  balneário pouco antes das 13 horas,  recebidos pelos proprietários  Marquinhos e Roseane, que ofereceram aos visitantes churrasco de carneiro.

Balneário Levi é uma área de lazer distante 12 km de Moju, pela Pa-150, sentindo Marabá. O local é maravilhoso, com infraestrutura de atendimento e um igarapé maravilhoso, de águas límpidas e frias.

 

Na foto abaixo, momento quando chegávamos ao balneário.

 

 

 

O Balneário é um gostoso ponto de entretenimento bastante conhecido no município do Moju.

 

 

 

Pela cronometragem do GPS do Jet, nosso percurso de Belém-Balneário Levi (Moju)-Belém totalizou 147 milhas náuticas percorridas, equivalente a 270 Km.

Próximas viagens  do projeto “Pelos Rios da Amazônia”   têm programados percursos de Salinas-Belém e Marabá-Belém.

As datas das  duas viagens serão definidas no início de junho.