Reavivando memórias – 2

Publicado em 4 de julho de 2011

Blog acompanhou a espinafrada da vereadora Vanda Américo (PR), numa sessão da Câmara Municipal, contra uma suposta privatização dos serviços de abastecimento de água de Marabá, diante do prazo de vencimento do convenio entre o município e a Cosanpa – tema recorrente neste blog.

A empresa interessada em pegar o babado seria a famosa Companhia de Saneamento do Tocantins – Saneatins, de acordo com denúncias da parlamentar.

Só que a parlamentar deve ter esquecido: quem a iniciativa de conversar com diretores da Saneatins, pela primeira vez, foi também o ex-prefeito Sebastião Miranda, com muita razão um dois críticos mais ferrenhos dos péssimos serviços prestados ao município pela Cosanpa

Em sue gabinete, Miranda chegou a conceder audiência a dirigentes da estatal tocantinense, de quem recebeu estudos técnicos de como seriam os serviços da Saneatins, caso o município viesse a contratá-la.

Sobre esse imbróglio de renovação ou não do convenio com a Cosanpa, o blog checou algumas informações.

Primeiro, o Ministério Público de Marabá recebeu respostas às dúvidas que acumulava a respeito da questão. Conforme cópia de ofício encaminhado à promotora Mayanna Queiroz (imagem abaixo), a prefeitura enviou à companhia de saneamento paraense, em abril, minuta do convênio a ser assinado entre as partes, havendo como obstáculo apenas o prazo de validade do contrato. O governo municipal quer que o mesmo seja de 15 anos, enquanto a Cosanpa exige 30.

Troca de documentos entre prefeitura e Cosanpa, informa ao blog dirigente da companhia, reforça os entendimentos para que o convênio seja renovado, desde que a estatal demonstre, definitivamente, envio do Diagnóstico sobre Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário de Marabá, procedimento que já estaria sendo feito.

Ou seja, questão de dias é o prazo para que Marabá e Cosanpa restabeleçam, juridicamente, a mesma parceria que até agora não trouxe bons resultados às famílias marabaenses, dado os péssimos serviços prestados à comunidade pela estatal.