Hiroshi Bogéa On line

Quinze trabalhando em situação de escravidão são resgatados no Pará

Quinze trabalhadores rurais que estavam vivendo em situação análoga à escravidão em duas fazendas, uma de pecuária e outra de coleta de castanha, nos municípios de Tucuruí e Novo Repartimento, no sudeste do estado, foram resgatados após uma fiscalização do Ministério do Trabalho.

Aoperação, realizada pelo Grupo Móvel, durou dez dias.

Segundo o auditor fiscal André Vagner, que coordenou a ação, que durou do dia 06 ao dia 16 deste  mês, no estado, os empregadores mantinham trabalhadores em condições contrárias às disposições de proteção ao trabalho, desrespeitando as normas de segurança e saúde do trabalhador e submetendo-os a condições de trabalho e de vida em flagrante desacordo com norma trabalhista.

Na fazenda fiscalizada em Tucuruí, cuja atividade econômica principal é a coleta de castanha-do-pará em floresta nativa, eram mantidos dez trabalhadores em situação semelhante à de escravidão.

Ostrabalhadores ficavam alojados em barracos de palha e lona e não tinham condições mínimas de trabalho, instalações sanitárias e local próprio para o consumo das refeições.

Durante a operação foi verificado que os trabalhadores não tinham contratos de trabalho registrados em Carteiras de Trabalho.

“Portanto, na mais completa informalidade. O empregador também não fornecia equipamento de proteção individual, nem materiais de primeiros socorros além de não ter submetido os trabalhadores a exames admissionais obrigatórios”, declarou o coordenador.

Na outra fazenda fiscalizada, em Novo Repartimento, que tem como atividade econômica a criação de gado bovino para corte, foram resgatados outros cinco empregados em condições análogas às de escravo.

A água utilizada pelos trabalhadores, inclusive para beber, era contaminada. Assim como na primeira propriedade, o empregador também não havia registrado os empregados.

Constatada a situação análoga à de escravo, os empregadores terão de pagar as verbas trabalhistas devidas aos trabalhadores, que foram retirados das frentes pelo Grupo Móvel e encaminhados para recebimento das parcelas do Seguro-Desemprego.

Aoperação do Ministério do Trabalho foi apoiada pela Polícia Rodoviária Federal e Ministério Público do Trabalho

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