Hiroshi Bogéa On line

Quase fedendo

Diversas vezes, o poster levantou a lebre na coluna do Diário do Pará. Hoje, o tema volta à tona devido sinais perigosos capturados em determinados setores de decisão de governo: a Delta Construções montou poderosa estrutura de lobistas e influentes intermediários políticos a ponto de não ser nenhuma surpresa a mesma ganhar todas as grandes concorrências a serem publicadas este ano no Pará.

Por onde passa, essa construtora se mete em conflitos legais. Tem de tudo: fraude em licitações públicas, prisão de funcionários sob acusação de fraude em licitação, doações suspeitas para campanhas eleitorais, formação de cartel, uso de dados falsos em concorrência no Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), e graves irregularidades outras de botar medo em cristão comum.

Foi assim no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Ceará, Paraná, Teresina, além de outros estados. No Pará, é questão de tempo.

Em Teresina, como exemplo, a Delta Construções S.A. quis abocanhar o setor de limpeza urbana da cidade. Quase abocanha.

Em última análise da licitação, a mesma terminou sendo desclassificada “por não possuir a qualificação técnica exigida pelo edital e em conformidade com o que disciplina a legislação que rege as licitações públicas, também seria desclassificada por apresentar proposta de preços com valor superior ao valor global para cada Lote, bem como de preço unitário de cada serviço”, diz relatório da prefeitura da capital do Piauí.
Outro fator: entre as cinco empresas que ganharam mais contratos na área de construção no país, a Delta é a única que aparece nos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como doadora de R$ 1,72 milhão para campanhas eleitorais. Ou seja: ela solta a grana necessária e a classe política se esbalda em ofertar-lhe o que a mucura mais busca: ricos contratos.

Tem mau cheiro no ar. Tem mau cheiro no ar. Se sair do tubo, intoxicará muita gente.

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