Hiroshi Bogéa On line

Quando jornais incitam a violência

 

 

PMs-recebem-flores_Rodrigo-soares

 

De forma desonesta e irresponsável, Estadão e Folha incitaram a violência da PM em editoriais publicados antes do massacre do dia 13.

Durante o quarto protesto por conta do aumento da tarifa de ônibus  em São Paulo, seis repórteres do grupo Folha foram alvejados à queima-roupa por um policial da Rota, na rua Augusta, em São Paulo. A bala era de borracha, mas os estilhaços feriram 6 profissionais. Dois deles, nos olhos. Essa foi apenas uma das dezenas de cenas de violência protagonizadas pela Polícia Militar do Estado de São Paulo na quinta-feira passada na capital paulista. As prisões, muitas com indícios de arbitrariedade, contam-se às dezenas.

 

Poucas horas antes, pela manhã, os dois maiores jornais do Estado chegavam às bancas e às casas dos assinantes com editoriais defendendo uma ação mais dura da PM.

 

O Estadão incitou a violência dos policiais claramente.

 

A Folha, por sua vez, colocou a desocupação da avenida Paulista como ponto de honra, desde o título. Ambos foram atendidos:

Observem nos parágrafos dos editoriais dos dois jornalões:

“Chegou a hora do basta”, O Estado de S. Paulo:

“A PM agiu com moderação, ao contrário do que disseram os manifestantes, que a acusaram de truculência para justificar os seus atos de vandalismo (…) A atitude excessivamente moderada do governador já cansava a população. Não importa se ele estava convencido de que a moderação era a atitude mais adequada, ou se, por cálculo político, evitou parecer truculento. O fato é que a população quer o fim da baderna – e isso depende do rigor das autoridades (…) De Paris, onde se encontra para defender a candidatura de São Paulo à sede da Exposição Universal de 2020, o governador disse que “é intolerável a ação de baderneiros e vândalos. Isso extrapola o direito de expressão. É absoluta violência, inaceitável”. Espera-se que ele passe dessas palavras aos atos e determine que a PM aja com o máximo rigor para conter a fúria dos manifestantes, antes que ela tome conta da cidade.”

 

“Retomar a Paulista”, Folha de S. Paulo:

“É hora de pôr um ponto final nisso. Prefeitura e Polícia Militar precisam fazer valer as restrições já existentes para protestos na avenida Paulista (…) No que toca ao vandalismo, só há um meio de combatê-lo: a força da lei”.

Post de 

2 Comentários

  1. anonimo

    17 de junho de 2013 - 14:42 - 14:42
    Reply

    Até o neo facista de extrema direita datena já está se rendendo aos protesto ele que adora bajular a polícia paulistana .

  2. anonimo

    17 de junho de 2013 - 09:29 - 9:29
    Reply

    Assistindo a violencia da PM ocorrida em S.Paulo recordei o regime militar de opressão num passado proximo recente.
    Inadimissivel a truculencia praticada a mando do Alckmin contra protesto popular legitimo pois a população esta cansada de ser conduzida como carneirinhos que tudo tem que aceitar sem direito a se manifestar.
    As depredações ocorridas foram causadas devido a indignação da população contra a repressão desenfreada praticada pela policia e portanto justificada.

Deixe seu Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *