Hiroshi Bogéa On line

Quando é preciso ter cuidados para não precipitar condenações

Nas últimas horas, acompanhei nas redes sociais o auê que alguns perfis – maioria fakes -, fizeram com  a divulgação do encaminhamento de uma denúncia contra o secretário  de Comunicação da prefeitura de Parauapebas, Laércio de Castro, e o radialista Demerval Moreno, acusados de prática de supostas irregularidades.

O bombardeio veio com a irresponsável condenação dos dois profissionais de imprensa, sem o recomendável cuidado de exercer o benefício da dúvida.

Essa praxe do ciclo de acusações vorazmente alimentado nas redes sociais ganha contornos de selvageria.

Basta o cidadão ocupar um cargo público para, como num gesto de mágica, tornar-se  suspeito de falcatruas.

Normalmente, quem aponta o dedo esconde interesses pessoais contrariados ou, na pior dos cenários, instrumentaliza metralhadoras  giratórias a mando de terceiros.

Opiniões são emitidas somente para alimentar uma cadeia infindável de besteiras e condenações nem sempre reais.

A ausência de dúvida – sem as devidas evidências que configurem uma certeza inoxidável – é típica de nossos tempos de “não é possível”.

Não tenho nenhuma relação com os profissionais de imprensa acusados, um deles ocupando um cargo público, como também jamais tratei com eles contatos comerciais.

Ou seja, embora sejam meus conhecidos, não os tenho no rol de “pessoas chegadas”.

Eu já vivi isso, e sei como é sofrido, principalmente para a família, estar na pele de acusado-inocente.

Depois de demorados anos, a Justiça provou que as acusações contra minha pessoa nenhuma procedência continua.

Minha decisão de recomendar, aqui, o desfecho de investigações do caso recorre da constatação de episódios semelhantes que demonstraram a inocência de cidadãos acusados previamente.

O filósofo inglês Francis Bacon disse que a dúvida é a escola da verdade.

Malheiros Dias, escritor português, por seu turno, aconselha ser prudente o homem que sabe venerar, na desconfiança, a suprema sabedoria.

Duvide e desconfie.

Publicamente, solidarizo-me com os colegas Laércio e Demerval, torcendo para que eles demonstrem o peso da injustiça que estão sendo vítimas.

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