Quando a morte não é igual

Publicado em 30 de março de 2011

 

A morte de José Alencar não é para ser sentida da forma como todas as mortes são lamentadas.

O dia da viagem definitiva do ex-presidente serve como marco regulatório de uma bela história de vida.

Vida honesta, transparente, ligada aos valores de lealdade, claramente voltada à defesa de princípios de luta, não importa  quais obstáculos a serem encarados.

Nem mesmo o pior deles, como a morte.

José Alencar foi todo tempo assim: límpido, leal e justo.

Exemplo maior:  a reação dele, em plena crise do Mensalão, quando supostos aliados do presidente Lula, oposição e representantes da grande mídia, tentaram sondá-lo para saber de sua  disposição   para liderar, como Vice-Presidente da República, campanha moralizante que levasse o Congresso a votar o impeachment de Lula.

Alencar disse não com todas as letras, esfriando, definitivamente, a sede golpista.

Queriam fazer dele um Itamar Franco.

Alencar, o nosso Zé como tantos Zés de luta deste país, ao partir, deixa isso como lição.