Quando a impunidade envergonha

Vergonhosamente, para todos nós paraenses incrédulos, a Justiça do Estado foi pisoteada pelos âncoras dos tele-jornais brasileiros de final de noite, ao noticiarem decisão do Pleno do TJE de negar instauração de Procedimento Administrativo Disciplinar contra a juíza Clarice Maria de Andrade, em virtude da mesma não ter mandado apurar responsabilidades pela presença de uma menor de idade numa cela de delegacia de policia de Abaetetuba.

Os doutos desembargadores responsáveis pela votação construíram novas formas de mostrar que vivemos num país sem Justiça. Pelo menos é esse o entendimento expressamente repercutido pelos veículos de comunicação do país.

Louve-se, no entanto, voto favorável à punição da juíza da presidente do TJE, desembargadora Albanira Bemerguy.

Voto corajoso, bom se diga, no atual reinado de tribunais sintonizados com a violação de princípios de legalidade.

Além da presidente do TJE, Albanira Bemerguy, votaram pela instauração do Procedimento Administrativo os desembargadores Célia Regina Pinheiro, Constantino Guerreiro, Raimunda do Carmo Noronha, Luzia Nadja Nascimento, João Maroja, Eliana Abufaiad.

Ao lado da juíza Clarice Maria de Andrade, ficaram os desembargadores Dahil Paraense, Maria de Nazaqré Saavedra, Brígida Gonçalves, Maria de Nazaré Gouveia, Maria Helena Ferreira, Sônia Parente, Maria do Carmo Araújo, Cláudio Montalvão, Maria Rita Xavier, Rosa Portugal, Eronides Primo,Vânia Fortes, Raimundo Holanda, Ricardo Nunes, Marneide Merabet.