Quando a afetividade acende esperanças

Publicado em 5 de fevereiro de 2012

 

 

Cleide (nome fictício) frequenta a escola desde os quatro anos, começou na Educação Infantil. Uma menina linda, de pele negra, cabelos lisos, pretos e brilhantes. Sorri para ela era tão natural quanto respirar. A vi crescer, a cada ano a enxergava mais linda, de menina para adolescente. Saltitando pelos corredores com as colegas, subindo no parquinho, arfando até minha sala quando queria pedir algo, chegava toda manhosa:

 

(…) Cleide hoje está com treze anos, continua bela, mas agora seu olhar é triste…

 

Assim começa o artigo semanal de Evilângela Lima contando a história de uma aluna de sua escola, na Vila São José.

Depoimento revela o lado oculto da natureza humana em estado de sofrimento, abandonada por aqueles que deveriam estar sempre atentos à formação da personalidade e da autoestima dos jovens.

Revela, ainda, a grandeza de uma educadora preocupada não apenas administrar sua escola, mas em cuidar do estado espiritual dos alunos, quase todos carentes de uma palavra amiga e solidária.

O artigo de Evilângela está na coluna ao lado, Colaboradores.