PSL nacional intervém no Pará e entrega legenda ao deputado Celso Sabino

Publicado em 23 de junho de 2021

O zum-zum-zum corria trecho alguns dias nos meios políticos paraenses.

Em Brasília, já se dava como certa a intervenção no partido, retirando o delegado Everaldo Eguchi, 57 anos, da presidência estadual.

Não deu outra.

A Executiva Nacional do PSL interviu na comissão provisória  do Estado, retirando de suas direções o então presidente Eguchi e o vice-presidente Evaldo Bichara.

Agora, quem dirige a legenda no território paraense é o deputado federal Celso Sabino, oficialmente empossado pela direção nacional.

A decisão corrige um dos equívocos mais desastrados que foi a retirada do partido  no Estado das mãos do médico Manoel Veloso, de Marabá.

Á época, divulgou-se em alguns veículos que a intervenção dava-se em face do “péssimo desempenho da legenda” na eleição de 2020.

Levantando os números, viu-se que o PSL paraense não foi um aparador de votos na eleição municipal, mas também não teve atuação “pífia” como se apressaram em fazer entender assim alguns  setores da política de uma forma ou outra atingidos por decisões saneadoras implantadas na legenda pelo médico marabaense.

Com recursos aquém do necessário para eleger prefeitos e vereadores, o PSL paraense, na eleição de 2020, sob o comando de Veloso, obteve a maior votação nominal do partido entre os sete estados do Norte, obtendo mais de 77 mil votos, sendo o menor custo por voto (cerca de 25 reais por cada um), tendo recebido apenas o quarto maior valor entre os estados do fundo eleitoral do norte, e ainda conseguindo eleger 9 vereadores e um vice-prefeito, conforme relata Manoel Veloso em post repercutido nas redes sociais.

Abaixo, texto publicado pelo cardiologista marabaense, saudando  a entrega do partido ao deputado federal Celso Sabino.

 

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O PSL Nacional corrigiu o rumo no Pará:
A mudança esdrúxula e intempestiva feita em janeiro, entregando o partido ao Delegado Eguchi, foi corrigida com a escolha do Deputado Celso Sabino para agora cuidar da legenda.
Não fazia sentido mudar de um rumo, tão arduamente trabalhado ao longo de quase um ano, sob minha presidência.
Aliás, durante meu comando, conseguimos avanços na administração partidária, reparando vários erros de outras administrações, deixando o partido quase sanado. Ao longo do ano passado não recebemos nenhum fundo partidário por causa de uma série de irregularidades administrativas que encontramos. Nas eleições de 2020, conseguimos a maior votação nominal do PSL entre os sete estados do Norte, obtendo mais de 77 mil votos, sendo o menor custo por voto (cerca de 25 reais por cada um), tendo recebido apenas o quarto maior valor entre os estados do fundo eleitoral do norte, e ainda conseguindo eleger 9 vereadores e um vice-prefeito.
Infelizmente, motivados por rancor e política rasteira, fomos declarados suspeitos de irregularidades devido ao suposto desastre do desempenho eleitoral no Pará, feito pelo vice-presidente, que agora foi afastado (nada verdadeiro, como mostram estes números). Nossas contas foram apreciadas pela justiça eleitoral e nenhum problema veio à tona. Parabenizei a direção Nacional pela mudança em que Eguchi, Bichara e companhia, foram destituídos.
O PSL precisa praticar os verdadeiros ideais liberais.
A posição de ficar afastado do governo Helder era de uma grande insensatez e falta de sensibilidade, já que é patente a boa administração do governo do Estado, mudando sensivelmente vários aspectos das nossas cidades e do povo.
Temos que pensar em nós paraenses. Não podemos nos sujeitar a interesses de Brasília. Temos que manter nossa independência e rumos próprios.
Desejo sucesso ao Deputado Celso Sabino e estarei pronto para ajudar na retomada deste rumo. Vamos esquecer este hiato infeliz e seguir em frente.