Projeto Preamar renasce; eventos culturais serão espalhados pelo interior do Estado

Publicado em 24 de janeiro de 2019

Quem tem mais de 30 anos de idade certamente se lembra do Projeto Preamar, que reunia artistas e grupos culturais de Belém e do interior em um grande festival no Centur.

A volta do Projeto foi uma das novidades anunciadas pela Secretaria de Estado de Cultura (Secult) durante o evento #CulturaPresente, que reuniu cerca de 500 pessoas no Teatro Gasômetro, do Parque da Residência, para apresentação da nova gestão.

Produtores culturais e artistas de várias linguagens, como música, dança, teatro, artes visuais e cultura popular, participaram do encontro e mostraram uma enorme expectativa dos fazedores e fazedoras de cultura em relação às políticas públicas que serão executadas pela Secult neste período que se inicia.

A secretária de Cultura, Ursula Vidal, dividiu a abertura do evento com a professora Glória Caputo, que está de volta à superintendência da Fundação Carlos Gomes, e com o advogado João Marques, que assumiu a presidência da Fundação Cultural do Pará.

Além de apresentar os diretores e coordenadores de cada área, assim como dos espaços gerenciados pela Secult (veja box), a nova gestão antecipou alguns projetos que serão prioritários já em 2019, como o Preamar da Cultura Popular, que será realizado ao longo do ano, como um dos alicerces dos territórios de paz, ocupando aparelhos do Estado (museus e espaços públicos) e sedes de agremiações populares, envolvendo música, teatro, dança, audiovisual, artes visuais, manifestações folclóricas, moda e cultura alimentar.

Outro pilar da gestão cultural será o Programa Cultura Presente, estratégia de desenvolvimento de políticas públicas de educação patrimonial, histórica, ambiental e artística, que utilizará todas as linguagens e expressões para promover o enraizamento, a ampliação e a permanência de iniciativas e projetos de promoção social, por meio da criação artística e da economia criativa e colaborativa com potencialização das ações desenvolvidas nos pontos de cultura no Estado.

“Não temos a pretensão de chegar aos territórios para ensinar algo, porque nesses locais já existem dezenas, centenas de pessoas que estão fazendo cultura, de forma independente, na maioria das vezes sem recursos. A nossa missão é alargar a compreensão dessa função social, para que cada fazer tenha enraizamento e permanência. Seremos instrumentos nas mãos, nos corações e nas vozes de vocês”, disse Ursula Vidal, reforçando que existe um elemento simbólico neste encontro com fazedores e fazedoras de cultura. “Queremos dizer à todos e todas que as portas da Secult estão abertas, para que vocês entrem e façam parte do nosso planejamento”, convidou.

 

Festival de Ópera e Feira do Livro

Dois projetos importantes que já integram o calendário cultural do Estado serão ampliados.

O Festival de Ópera do Theatro da Paz agora será itinerante, promovendo apresentações de orquestras, operetas e cameratas em Belém e também no interior do Pará, em áreas de grande vulnerabilidade social, realizando ainda doze recitais no Theatro da Paz.

Já a Feira do Livro será transformada em Feira do Livro e das Multivozes da Amazônia, para contemplar as tradições orais da região, além de promover ações de incentivo à leitura em áreas de grande vulnerabilidade social, alcançando ainda outros cinco municípios importantes na visão estratégica da política cultural e de segurança pública do Estado.