Hiroshi Bogéa On line
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3 Comentários

  1. Anonymous

    9 de agosto de 2007 - 19:58 - 19:58
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    Mas ela defende qualquer coisa que possa significar, para ela, permanencia no poder- para ela e para o marido dela. O que é mesmo que ele faz?

  2. Anonymous

    9 de agosto de 2007 - 14:11 - 14:11
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    A deputada tem que ser coerente pelo menos com o que diz. Ela ja havia dito que apoiava a criação do Carajás, evitou tocar no assunto recentemente mas parece que assume de vez a responsabilidade ara si. Mais do que uma obrigaçào moral.

  3. Marcio Almeida

    8 de agosto de 2007 - 19:34 - 19:34
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    Sobre a divisão do Pará

    Muito se tem falado sobre uma eventual divisão do Estado do Pará. Planejam criar o Estado do Carajás e o do Tapajós. Há até mesmo um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional para criar o Território Federal do Marajó. Um fato precisa ser esclarecido. Se existe nessas regiões um profundo desejo separatista é porque os governos estaduais que se sucederam não tiveram competência para manter a unidade do Estado. É inegável o estado de total abandono que estas regiões foram relegadas ao longo da história. O Pará é um estado riquíssimo. Talvez o mais rico da Federação, no que tange seu subsolo e seu potencial energético. Agora, que proveito essa “riqueza” trouxe para a população do Estado? Se o povo que mora em Belém não aproveita essa riqueza, o que dizer dos paraenses do sul e do oeste do Estado?
    Os que são contrários à divisão do Estado não apresentam argumentos consistentes. Na verdade, a maioria dessas pessoas reside na Capital e não conhece a realidade da vida no interior do Estado. Apenas negar a divisão por um “sentimento de perda” não é argumento. E o que é pior não apresentam soluções para resolver o problema dessas regiões que, repito, sempre foram abandonadas pelo poder central.
    É preciso analisar essa questão do ponto de vista operacional, como manda a boa técnica de gestão. É impossível administrar um Estado do tamanho do atual Pará de forma satisfatória. É muito território para pouca logística. Alem do mais, é também preciso ter em mente que vivemos na região mais rica do planeta, e que por falta de força política 90 % da população da Amazônia vive em estado de mais absoluta pobreza. Então, pergunto: para que manter essa unidade, se o povo não usufrui desses recursos naturais? Um estado de proporções territoriais menores é muito mais cômodo de se gerir. Num estado grande demais, como o nosso, sempre haverá regiões se queixando da falta de atenção do governo do Estado.
    Outra coisa, que precisa ser esclarecida: o Pará atual tem força política suficiente para conseguir recursos perante o Governo Federal? A primeira vista, pelo fato da governadora Ana Julia pertencer ao mesmo partido do presidente da república, diria que sim. Mas, somente isso não basta. É preciso parlamentares em Brasília que briguem pelo Estado. E isto acontece ? É evidente que não. O Pará possui 17 deputados federais. São Paulo têm 77. Aí é covardia. Como essa bancada vai fazer frente aos interesses da bancada paulista, por exemplo? Portanto, a divisão territorial do Pará, em primeiro lugar representa força política para a Amazônia que ganhará mais deputados federais, senadores e mais dois governadores.
    Outra questão interessante: um dos segredos pelos os quais os Estados Unidos se tornaram a nação mais poderosa da Terra, é justamente a perfeita divisão de seu território. São 50 estados divididos a régua. De médios para pequenos. Facilita a administração e permite que os recursos sejam melhores canalizados. Daí o desenvolvimento da nação. Pelo menos, esse exemplo poderíamos imitar dos norte-americanos. Detalhe: o território continental dos EUA, tirando Alasca e Havaí, é menor que do Brasil.
    Portanto, prefiro três “Parás” menores, mas desenvolvidos, do que um Pará imenso sendo administrado insatisfatóriamente, do ponto de vista logístico, e com o povo na miséria, como é atualmente. No final, quem ganha é o Brasil.

    MÁRCIO DE ALMEIDA FARIAS, servidor público

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