Prefeitura de Marabá: proposta de reajuste salarial pode ultrapassar 20%

Publicado em 16 de julho de 2013

 

 

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João Salame fará todo esforço para que a prefeitura resgate perdas salariais dos servidores, ocorridos nos últimos dez anos.

E essa decisão está clara na proposta que foi feita aos sindicatos da classe, em reunião ocorrida na tarde dessa segunda-feira, no auditório da PMM (fotos), com representantes dos servidores públicos para discutir os percentuais do reajuste nos salários das diversas categorias que integram a administração municipal.

Desde o início da gestão Salame tem prestigiado a chamada Mesa Permanente de Negociação, forma encontrada para garantir o diálogo entre a Prefeitura e os servidores.

Depois do grande esforço no sentido de pagar os salários deixados em atraso pela gestão anterior, o foco de Salame e dos líderes sindicais é encontrar mecanismos que garantam a reposição das perdas da inflação e reajuste real nos ganhos dos servidores.

Em relação aos trabalhadores na Educação, o Município já vem pagando, desde o mês de junho, o reajuste referente ao Piso Nacional de Salários no valor de 7.97%. Contudo, resta pagar os valores retroativos a 1º de janeiro. A ideia é parcelar em duas vezes esses valores, que seriam pagos nas folhas de julho e agosto. A proposta vai ser apresentada à assembleia dos servidores e caso seja aprovada, receberá o aval do prefeito.

Em relação aos demais servidores do Município, será dado reajuste de 6.5%, referentes à reposição das perdas inflacionárias, com efeito retroativo a 1º de maio. Servidores de nível médio e motoristas receberão ainda mais 14% de reajuste, a título de reposição das perdas acumuladas desde 2007.

Na avaliação do prefeito João Salame houve avanços nas negociações e a postura de negociar de forma aberta com os sindicatos tem sido decisiva para garantir os acordos firmados até aqui.

– Desde o início da gestão, estamos mostrando que, mesmo com todas as dificuldades, é possível pagar em dia e, agora, podemos cumprir a lei do Piso, repor as perdas da inflação e resgatar uma dívida histórica com grande parcela do funcionalismo, que, em alguns casos, receberão reajustes superiores a 20%.

 

Trocando em miúdos, os percentuais de reajustes aprovados anteriormente e, agora, encaminhados aos sindicatos:

Em janeiro, por lei federal,  vigência do reajuste tendo como base o salário mínimo.

Posteriormente, aprovado em junho, reajuste de 7,97% para os professores,  piso retroativo a janeiro a ser pago  em duas vezes, em julho e agosto

E proposta para cobrir perdas salarias ocorridas desde o ano 2000:  14% de reajuste, só para o nível médio.

 

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