Hiroshi Bogéa On line

Prefeito cria força-tarefa para normatizar casas noturnas

 

 

 

Nesta sexta-feira deve ser publicada a portaria com as normatizações para funcionamento de bares e casas noturnas de Marabá, assim como outros estabelecimentos similares. Também será criada lei municipal regulamentado as normas de funcionamento desse segmento.

Isso foi definido ontem (31), pela manhã, durante  reunião, no auditório da prefeitura, para definir as ações da Operação Kiss, determinada pelo prefeito João Salame, que vai vistoriar todos os estabelecimentos do ramo na cidade, com o objetivo de evitar tragédia igual à ocorrida em Santa Maria, Rio Grande do Sul, onde mais 230 pessoas morreram. O nome da operação, aliás, é alusiva a boate Kiss, onde aconteceu a tragédia no domingo passado.

Será criada uma força tarefa, mobilizando todos os órgão de segurança do município e as secretarias de Gestão Fazendária (Segfaz) e Meio Ambiente (Semma), assim como o Código de Posturas do Município e Divisão de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde. A reunião, coordenada pela Secretaria Municipal de Segurança Institucional (SMSI), definiu também pela criação de uma central, reunindo Corpo de Bombeiros, Segfaz, Semma, Divisão de Vigilância Sanitária, Polícia Civil e Código de Postura para agilizar a vistoria e licença ou não de funcionamento desses estabelecimentos.

Também ficou acordado, que as casas noturnas, bares e similares, que já estão funcionando, têm um prazo de 60 dias para se regularizar. O Corpo de Bombeiros prevê que em 28 dias conclui o trabalho de vistoria de todas essas, mas para que não haja reclamação, esse prazo foi estendido para 60 dias. Enquanto isso, os estabelecimentos vão continuar funcionando, mas já obedecendo às normas mínimas de segurança.

Depois desse prazo, inicia operação de fiscalização. Quem não se regularizou, vai ter o estabelecimento fechado. “Vamos ser implacável”, avisa o coronel Monteiro, comandante do CPR II.

Segundo o delegado Alberto Teixeira, não será mais tolerado o funcionamento de estabelecimentos fora do que rege a legislação. “Não queremos que a tragédia, como a de Santa Maria, se repita. Por isso, vamos formar essa força tarefa, trabalhando de forma conjunta”.

Para o prefeito João Salame, a medida visa garantir que as pessoas frequentes esse ambientes de forma segura. “Hoje, quantos pais não ficam preocupados quando seus filhos saem para se divertir, já pensando no que ocorreu em Santa Maria”, ressaltou.

Ainda segundo ele, a intenção não é prejudicar ninguém e muito menos fechar estabelecimentos. “Com segurança, garanto que vai até aumentar o número de frequentadores desses locais”, argumentou, adiantando que também será organizado o funcionamento dos bares da orla.

O prefeito observa que as cadeiras, colocadas na rua, uma hora pode ocorrer uma tragédia, caso algum motorista perca o cotrole do veículo. “Ou retira as cadeiras da rua ou então a pista será fechada para tráfego durante o funcionamento dos bares. Do jeito que está, não pode ficar”.

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12 Comentários

  1. Bia

    4 de fevereiro de 2013 - 14:00 - 14:00
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    Meu caríssimo, esse momento é oportuno para entrar em ação a “Operação Kiss”, aproveitando o ensejo quero deixar registrado que estive observando algumas construções por aí, na ocasião fui chamada para dar opiniões sobre acabamento de uma obra comercial e uma igreja, em ambas deparei com a mesma situação, obras sem respaldo de nenhum órgão competente e sem alvará de construção, o mais espantoso é que quando solicitei os projetos de execução não havia projeto de Combate ao Incêndio.
    A minha dúvida a respeito dessa norma é: Será que essa portaria vai abranger todos os estabelecimentos de aglomeração ou apenas vai atender à bares e restaurantes?

    • Hiroshi Bogéa

      4 de fevereiro de 2013 - 22:28 - 22:28
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      Bia, você tem razão em fazer o questionamento. Tentarei esclarecer isso junto ao pessoal da área de segurança. Obrigado, sua presença qualifica a caixa de comentários do blog.

  2. Luis Sergio Anders Cavalcante

    2 de fevereiro de 2013 - 15:44 - 15:44
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    Hiro, compreendo a preocupação do JvMarabá. Falei remanejamento, ou seja, a PMM desobstruiria os dois lances da avenida hoje bloqueada, e transferiria os “barraqueiros”, por assim dizer, para outro local. Em 02.02.13, Marabá-PA.

  3. Francisco Pereira da Silva

    2 de fevereiro de 2013 - 15:28 - 15:28
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    Sem falar no que se tornou as praças da cidade, de tudo se tem ambulantes feirantes lanches de todos os tipos, e se tornou impossível se ter entretenimento pois o espaço físico das praças foram tomados principalmente a SÃO FRANCISCO.

  4. JvMarabá

    2 de fevereiro de 2013 - 13:24 - 13:24
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    É muito fácil retirar!! E estes pais de família,irão para aonde, vender para quem…?. Falo de ambulante!!! Ando de ônibus e sei que não esta fácil.Este problema é muito antigo e ñ pode ser resolvido de cima para baixo..

  5. JvMarabá

    2 de fevereiro de 2013 - 12:16 - 12:16
    Reply

    É muito fácil retirar!! E estes pais de família,irão para aonde. Vender papa quem…. Fala de ambulante!!!

  6. Luis Sergio Anders Cavalcante

    2 de fevereiro de 2013 - 01:45 - 1:45
    Reply

    Em tempo : Seria tambem interessante e salutar para a população, a retirada, por poluição visual, do imenso outdoor tipo totem, da LEOLAR, fixado no início do canteiro central da mesma via, próximo à antiga CMM. Em 02.02.13, Marabá-PA.

  7. Luis Sergio Anders Cavalcante

    2 de fevereiro de 2013 - 01:38 - 1:38
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    Hiro, por essa linha de pensamento, a chamada “feirinha” hoje existente ao lado do Colegio MV e próxima à ex-CMM, que abriga vendedores de “sulancas”( roupas baratas), “raizeiros”, “bagulheiros”(produtos paraguaios), perímetro entre a Av. Getulio Vargas e Rua 5 de Abril, e que obstrui há décadas dois lances da citada avenida naquele trecho, teria que ser remanejada para outro local, bem como, os comerciantes do lado oposto da feirinha que ocupam as calçadas com seus produtos para venda, tambem teriam que se adequar às novas diretrizes. Boa briga da PMM com o pessoal que hoje ocupa aquele logradouro. Em 02.02.13, Marabá-PA.

  8. JvMarabá

    1 de fevereiro de 2013 - 21:55 - 21:55
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    Aproveitando a medida poderiam colocar ônibus na orla,já que vão tirar as cadeiras e mesas da pista.O ônibus da folha 14 já poderia ser circular

  9. Marabá Melhor

    1 de fevereiro de 2013 - 15:27 - 15:27
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    A propósito, os pedestres tem direito de andar pelas calçadas (aproveitar as que existem). Do jeito que está, com churrasqueiras, material exposto para venda etc, ou disputam o espaço com carros,motos, ônibus e bicicletas ou escalam as paredes.

  10. Edson R

    1 de fevereiro de 2013 - 12:39 - 12:39
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    Enfim alguém decide acabar com o trânsito a noite na orla…. Isso ja deveria ter sido feito…

  11. Jorge Antony F. Siqueira

    1 de fevereiro de 2013 - 04:02 - 4:02
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    Caro Hiroshi, se bem entendí, as cadeiras e mesas postas indevidamente fora dos ambientes, na pista de rolagem, deverão ser retiradas e mantidas assim. Vou “fiscalizar” principalmente aquela situação da Orla SM na Pioneira. Sou, como a grande maioria, favoravel à medida. O alcaide está certíssimo. A prática comum de colocar as mesas e cadeiras nas pistas é comum e se perpetua, porém, é errada. Ao que parece, a grande maioria dos frequentadores não tem consciencia ou “se adequa” ao meio. Prefeito pondera que “pode acontecer” de alguem perder o controle da direção do veículo e atropelar “enes” pessoas. É prevenção. O difícil, será manter uma fiscalização constante, pois a maioria dos estabelecimentos da Orla funcionam à noite. Vamos torcer para que realmente dê certo, e a pista da orla deixe de ser apenas um “corredor” como hoje se apresenta nas noites. Em tempo : Existe um estabelecimento no final da Pça. Duque de Caxias, após a Maçonaria, que tambem pratica a colocação de mesas e cadeiras em ambos os lados da pista. 01.02.13, Mba.-PA.

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