Posse de Bernadete ten Caten termina em algazarra e ameaças

Publicado em 11 de dezembro de 2013

 

O que tinha tudo para consagrar uma noite de congraçamento  e esforços para unificação do partido, terminou de forma malancólica.

A solenidade de posse da nova presidente do Partido dos Trabalhadores em Marabá, Bernadete ten Caten, ocorrida num dos auditórios da Câmara Municipal, na noite desta terça-feira,  transformou-se em algazarra e ameaças de ingresso na Justiça.

Os desentendimentos, por pouco, não cambaram para algum desforço físico.

Tudo começou a partir do discurso do vice-prefeito de Marabá, Luiz Carlos Pies, depois da cerimônia de posse da nova presidente do PT.

Luiz apresentou à Executiva municipal recém empossada  moção pedindo apuração do que ele classifica “fraude”, na eleição para a presidência do Partido dos Trabalhadores, em Parauapebas.

Segundo avaliação do vice-prefeito, o PED na vizinha cidade foi marcado por “uma série de irregularidades”, sendo a principal, pesada acusação de que teria havido  roubo na votação.

Bastou o esposo de Bernadete terminar seu discurso para o auditório quase ir abaixo.

Gritos por parte de membros das tendência AS e DS, além de militantes diversos, mudaram o rumo da solenidade preparada para dar as boas vindas à nova presidente da legenda.

Willianson do Brasil de Souza Lima, mais conhecido por “Zuza”,  represente em Marabá da AS, mesma corrente que elegeu o novo presidente estadual, Milton Zimmer,  pegou o microfone  para classificar de “canalhice” o discurso de Luiz Carlos, exigindo que ele tivesse respeito com seus companheiros.

Muitos outros filiados da legenda apuparam Luiz Carlos.

O clima ficou mais tenso quando Bernadete ten Caten, ao receber a palavra de volta, depois da fala de seu esposo, anunciou que iria colocar em votação o pedido de moção de Luiz.

Aí a Câmara quase vai abaixo.

O clima foi de total esculhambação.

Os apoiadores da chapa estadual vencedora do PED impediram a votação, aos gritos e ameaças, fazendo com que a solenidade chegasse ao fim, fora do programado.

A turma ligada a Luiz Carlos, Bernadete e a Zé Geraldo, derrotado pelo deputado Milton Zimmer na disputa estadual, anunciava que o vice-prefeito deverá entrar na Justiça para tentar “obrigar a Executiva estadual a apurar a denúncia de fraude”.

Na eleição em Parauapebas, Milton obteve  714 votos,  e Zé Geraldo 28.

O próprio Luiz Carlos revelou que se a Executiva Estadual não mandar investigar os supostos indícios de irregularidades no PED de Parauaapebas, o PT Pra Valer, corrente da qual ele é um dos dirigentes, não participará da formação da Executiva Estadual pelos próximos quatro anos.

O pedido de apuração das supostas denúncias de fraude em Parauapebas não foi acatado pela executiva estadual. Em Brasília, para onde a bronca foi levada semana passada, a Executiva Nacional também reconheceu o resultado da eleição em Parauapebas, negando o pedido feito pelo PT Pra Valer.