Porque Veloso ainda é o melhor prefeito de Marabá

Publicado em 8 de novembro de 2013

 

Rebuscando anotações em arquivos antigos do laptop do pôster, deparamos com a relação de obras executadas pelo ex-prefeito Geraldo Veloso (in memoriam).

Passados quase doze anos de sua morte, a marca de Veloso como o melhor prefeito de todos os tempos continua intocável.

Com ele, Marabá passou a receber obras  que viriam marcar profundamente  o traçado urbanístico da cidade.

Na relação, há uma sequencia de 285 obras que foram executadas e inauguradas em mil dias de governo.

Como à época a VideoV cuidava das campanhas publicitárias de Veloso, os vídeos por nós produzidos mostram o  “antes”, “durante” e “depois” de cada obra.

Quem  se lembra do favelão que era o Km 6, no Entroncamento, e depois passou a conviver com uma entrada digna de cidade polo,  sabe do que o blog está tratando.

Só para exemplificar, selecionamos aquelas mais significativas, o que não significa  subtrair importância às demais.

Vamos lá:

Veloso Transam

Duplicação da rodovia Transamazônica, com plantio de árvores em seu canteiro central, entre a ponte  do Itacaiúnas e o aeroporto (foto acima)

Urbanização do Km 6

Urbanização da VP-8

Pavimentação da Boa Esperança

Pavimentação Antonio Vilhena

Pavimentação Folha 11

Pavimentação Folha 10

Ginásio poliesportivo da Folha 16

Ginásio poliesportivo da Liberdade (Irmã Teodora)

Construção Terminal Rodoviário Miguel Pernambuco, Km 6

Construção do Centro Administrativo

Construção Toca do Manduquinha

Aquisição do antigo prédio onde funcionava o Cine Marrocos, transformando-o  no hoje Cine-Teatro Marrocos

Construção do Ginásio Osorinho

Construção da Praça São Francisco

Construção da praça do Cabelo Seco

Construção da praça Santa Rosa

Construção da praça do Paço Municipal (Praça da Prefeitura – foto abaixo)

Veloso Paço

Nota do Blog 1: antes de construir o Paço Municipal, Veloso costumava perguntar  aos seus assessores: –  Qual a imagem que os visitantes levam de Marabá, se o local onde funciona a Prefeitura, a casa do município, é um pardieiro?

 

Construção da Secretaria de Saúde, na Cidade Nova.

Construção Centro de Saúde Pedro Cavalcante

Construção Centro de Saúde Hiroshi Matshuda

Construção Centro  Saúde Liberdade

Construção Centro Saúde Laranjeiras

Centro de Saúde Jaime Pinto

Construção do Prédio da Secretaria de Agricultura

Duplicação do Terminal Rodoviário Antigo

Implantação do DMTU

Implantação do Saci.

 

Nota do blog  2 – Observem, a importância de todas essas obras citadas,  para a vida do marabaense, hoje.

Façam um esforço  de exclusão visual dessas obras, no dia a dia de cada habitante:  como seria a vida da cidade, atualmente, sem elas?

A visão macro de Veloso, permitiu que ele vislumbrasse esse momento e lutasse, até a morte, para a concretização das obras, todas realizadas em seu primeiro mandato, já que  no segundo, dirigiu a cidade somente alguns meses, vitimado do câncer fulminante.

 

Nota do blog 3- Como o Pará foi um dos primeiros municípios brasileiros a adeir ao Fundef (hoje Fundeb), a prefeitura teve que fazer malabarismo para recuperar todas as escolas de ensino fundamental.

Veloso não regateou.

Em dois anos, todas as escolas foram reformadas!

O município aderiu, também, ao Projeto Reluz, o que lhe possibilitou melhorar sistematicamente a iluminação pública.

O Fecam teve seus momentos épicos, nos tempos velosianos.

 

Nota do Blog 4 – Foi de Geraldo Veloso a ideia de criação do Cisat  ( Consórcio Público Intermunicipal de Saúde do Araguaia-Tocantins).

Na cabeça dele, médico com mais de 40 mil partos realizados em sua vida marabaense, as deficiências das comunidades regionais  na área de saúde jamais seriam amenizadas caso não houvesse uma convergência de esforços.

O Cisat surgiu por iniciativa dele, exclusiva, ao reunir grupo de técnicos e prefeitos, na discussão das demandas de saúde.

Veloso não tinha olhos apenas para a Marabá que ele amava. Tinha olhos bem abertos, e coração, para as populações vizinhas.

Hoje, o Cisat está aí, sofrendo problemas de continuidade por falta de dirigentes visionários,  como Veloso.

Mas está aí, atendendo mais de 300 mil pessoas residentes em Abel Figueiredo, Bom Jesus do Tocantins, Brejo Grande do Araguaia, Eldorado dos Carajás, Goianésia do Pará, Itupiranga, Jacundá, Nova Ipixuna, Palestina do Pará, Sâo  João do Araguaia e  São Domingos do Araguaia.

 

Nota do blog 5 – O mais extraordinário na primeira gestão de Veloso, que foi de 1997 a 2000, era a situação financeira da prefeitura de Marabá. À época, o município ocupava a 12ª colocação de arrecadação tributária (somatória dos repasses constitucionais – ICMs, FPM -, e recursos próprios) no ranking dos municípios paraenses. Ou seja, vivia com pires na mão mendigando dinheiro dos  governos estadual e federal. Mesmo assim, Veloso realizou obras de alto investimento, adotando  postura estratégica em toda demanda que planejava.

A cidade respirava  bons astrais graças às ações de integração entre o governo e a sociedade, tendo à frente  Dário Veloso, filho do prefeito (atual secretário de Obras de Parauapebas), e o secretário de Planejamento João Salame, atual prefeito de Marabá.

Campanhas de valorização da cidade eram  detonadas, com ações paralelas, a nível institucional, para atração de investimentos.

É do tempo de Veloso a chegada do hoje frigorífico da JBS.

Campanhas de amor à cidade surgiam nas escolas, associações e nos demais segmentos, estimuladas pelas transformações.

Quem não se lembra da famosa campanha que tinha a frase  “Orgulho de ser Marabaense”, estampada em camisetas usadas pela juventude?

 

Nota do Blog  6-  Como surgiu o hoje elogiado nacionalmente Parque de Exposição de Marabá? Nas conversas corriqueiras de Veloso com José Francisco Diamantino, recém falecido presidente do Grupo Revemar.

Numa dessas conversas, o pôster estava presente.

Veloso lançou o desafio:

Diamantino, quero ver se tu é peitudo mesmo: vamos fazer uma parque de exposição decente para Marabá. Vamos tirar a feira agropecuária lá da margem da Transamazônica, e  levá-la para um lugar à altura do futuro do município. A Prefeitura faz uma parceria com os agropecuaristas: entra com a pavimentação e a iluminação do novo parque, e vocês bancam as obras.

 

Diamantino roeu corda, e o resultado está lá na BR-155:  um dos mais estruturados parques agropecuários do país, esforço conjunto da iniciativa privada e a prefeitura de Marabá.

Louve-se à dedicação com a qual Diamantino segurou as rédeas do desafio: jogou dinheiro próprio no projeto e convenceu seus colegas do agronegócio a aderirem também à proposta.

O Governo de Veloso tinha alma.