Hiroshi Bogéa On line

Por que não?

Quem conhece os benefícios do transporte fluvial tem consciência de que uma política de governo voltada para estimular o setor, quem sabe criando-se também escola técnica de construção naval no Pará, mudaria a vida de milhares de ribeirinhos, revelando-se talentos da carpintaria fluvial e reativando a vida dos rios com a interligação de linhas de barcos nas pequenas distancias que separam algumas cidades. O tema merece ser discutido a partir do exemplo que a classe política do Acre oferece aos demais brasileiros.

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1 Comentário

  1. Anonymous

    8 de janeiro de 2007 - 04:22 - 4:22
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    Vc demonstra, Hiroshi, domínio raro e sensível dessa bela região do Pará, da vida de seu povo e sua produção.
    Com o estrangulamento do rio, o desenvolvimento do baixo Tocantins (redesenharam nosso mapa, hein?) passa a ser obrigatoriamente pauta do setor elétrico nacional e da mais problemática das grandes usinas hidrelétricas brasileiras, a UHE Tucuruí – onde eu tive o prazer de trabalhar para a Eletronorte no planejamento e gestão do PPDJUS – plano popular a jusante de Tucuruí – que vem a ser a experiência mais avançada de compensação de impactos socio-ambientais dos empreendimentos de todas as empresas do setor energético nacional, como Furnas Eletrosul, Chesf ou Eletronuclear. Essa experiência do PPDJUS recebeu o prêmio “Inovação na Gestão Pública Federal”, conceituado prêmio nacional do Minitério do Planejamento e Gestão – foi o único premiado da Região Norte. Mesmo assim, sendo ainda o principal arranjo político para o desenvolvimento e o mais avançado que o Governo Lula conseguiu produzir na Amazônia, o governo entregou a gestão do setor na Eletronorte para o PMDB, sob a gestão de Adhemar Palloci (irmão do ex-ministro), que de Brasília manda em Tucuruí, Cametá, Baião, Mocajuba, Igarapé-Miri, Nova Ipixuna, Breu Branco, Novo Repartimento, Goianésia do Pará e outros beneficiários do plano de compensação da Eletronorte – que ensaiou uma mudança em um curto período de anos, abortada pela fome das empreiteiras e pela corrupção. A experiência premiada, que possui um avançado conselho gestor participativo e financiou evançadas experiências na área da produção familiar a agroindustrialização do açaí, construção naval artesanal, construção de escolas nas ilhas de Cametá, música etc, tudo isso foi entregue de mão beijada pelo PT nacional ao PMDB do Pará – leia-se Manoel Ribeiro, digo leia-se Jáder Barbalho, não é?
    Abraços,
    Kenzo.

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