Polícias & ‘Puliças’

Publicado em 13 de julho de 2007

Ao se reportar aos posts Rumo dos Ventos e Trocando Pavilhão, meu querido amigo Juvencio Arruda, em seu Quinta, fez menção despropositada.
Primeiro, a forma como colocou “as ameaças embutidas no blog do Hiroshi”, imediatamente remete ao entendimento de que o meu blog é quem está plantando “as ameaças”. E o esforço deste poster é exclusivamente informar.
Segundo, ao optar por esse expediente de pedir polícia para sufocar o movimento, haja polícia, companheiro, porque os “desocupados” a serem presos, seguindo a infeliz sugestão dele, são empresários, profissionais liberais, jornalistas, médicos, donas de casa, estudantes, políticos, etc., e uma leva de DESOCUPADOS, também, por estarem desempregos nos 38 municípios inseridos no movimento.
O assunto requer uma discussão mais limpa e menos contenciosa. Não adianta radicalismo nem daí e nem daqui. O problema é simples: ou o governo joga muito dinheiro no Sul do Pará e no Tapajós, ou de nada adiantará eu, tu e eles ficarmos aqui com essa estúpida pretensão de achar sermos o dono da verdade. A verdade, nua e doída, é o abandono ao qual foram relegados mais de 1,3 milhões de pessoas -, sem estradas, sem educação de qualidade, sem saúde, sem habitação, mesmo residindo na região que mais gera riquezas no território paraense, para ajudar a manter a elite e os “mais evoluídos” da capital – como dizem os interioranos de nossas plagas.
Os arrufos de alguns numa empreitada de intensa disputa passional como é a polêmica pretensão divisionista não pode ter como resposta a lógica do “olho por olho, dente por dente”. Com habilidade, vamos cuidando dos ‘pinéis’ daqui, sem chamar a polícia. Até porque esse gesto sintetiza, à perfeição, a máxima de que os “engravatados” de Belém tratam a turma do interior como marginais esfomeados. E sabemos que não é bem assim, nem todos da capital pensam desse plano.
Tenho carinho e respeito pela comprovada competência profissional do Juva, a quem peço só uma coisitita. Faz assim, ó: demonstras também ter um pouquinho disso, só um pouquinho, com os daqui. É pedir tão pouco!