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Polícia Civil identifica homem que teria matado liderança quilombola

 

 

Quem informa é a Agência Pará:

 

A Divisão de Homicídios da Polícia Civil já identificou o autor da morte do presidente da Associação dos Remanescentes de Quilombo de Gurupá, Teodoro Alalor de Lima. O acusado do crime é conhecido como Carlos, ou “Neguinho”. A equipe policial encontrou uma foto do acusado, que agora está sendo procurado. Informações sobre o paradeiro dele podem ser repassadas para o Disque-Denúncia, telefone 181.

Nesta terça-feira (20), a equipe da Divisão de Homicídios localizou uma mulher considerada a pivô do crime. Antônia Gomes dos Santos, 52 anos, é ex-companheira do acusado, e mantinha um relacionamento amoroso com a vítima. Para a delegada Maria Lúcia dos Santos, tudo indica que o crime tenha motivação passional e que Teodoro foi morto por Carlos por ciúmes da ex-mulher.

Antônia Gomes prestou depoimento, no fim da manhã desta terça-feira, na sede da Divisão de Homicídios. Ela disse que Teodoro, sempre que vinha a Belém, ia ao bairro da Cabanagem, pois a filha dele mora perto da casa dela. A mulher contou que se relacionava com Teodoro desde o ano passado, e que conheceu Carlos em maio deste ano.

Em 20 de julho deste ano, porém, ela teria decidido acabar com o relacionamento com Carlos, após descobrir que ele era usuário de drogas e que trabalhava como “avião” (entregador) de entorpecentes para traficantes do bairro. “Ele não queria aceitar a separação e até me jurou de morte”, contou Antônia. Mesmo assim, Carlos insistia em reatar o relacionamento com a mulher. Sobre o acusado, a mulher contou que não sabe onde ele está nem onde moram os familiares dele. Segundo informações de moradores da área, ele já teria sido casado e teria filhos com outra mulher.

Na noite do crime, Antônia se encontrou com a vítima em um bar, perto de casa, na Cabanagem. Segundo ela, fazia cerca de três meses que Teodoro não a visitava. A mulher disse que ficou no local com a vítima, ingerindo bebidas, até que, no começo da madrugada, ele teria pedido para dormir na casa dela. Ela, porém, afirmou que não queria, pois havia se separado há pouco tempo.

Teodoro insistiu e acabou indo até a casa de Antônia, na rua Belém. Ao chegar lá, os dois foram surpreendidos pelo acusado, que aguardava pela mulher na casa. Segundo ela, de imediato, Carlos passou a agredir Teodoro, enquanto Antônia gritava na rua pela polícia. Ela acabou levando um soco e desmaiou, acordando somente por volta das 4 horas da manhã, quando os policiais chegaram.

 “Fiquei sabendo por outras pessoas que o Teodoro tinha morrido e que foi Carlos quem o matou, com uma facada”, contou Antônia, que foi levada até o local onde estava o corpo da vítima. Moradores da área confirmaram aos policiais que Carlos foi o autor do crime. Segundo as testemunhas, a vítima recebeu um golpe no peito e ainda tentou correr, mas logo caiu morta.

O corpo foi removido por peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves e passou por exame de necropsia, que identifica a causa da morte. A polícia agora trabalha para localizar e prender o acusado. Segundo a delegada, outras testemunhas do crime serão ouvidas em depoimento no decorrer da semana.

Acusado chama-se Carlos, ou "Neguinho"
Acusado chama-se Carlos, ou “Neguinho”
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