PMI de Parauapebas pode transformar o município é uma “cidade inteligente”

Publicado em 16 de setembro de 2021

No final da tarde desta quarta-feira, 15, o prefeito Darci Lermen acompanhou a apresentação do Plano Municipal de Desenvolvimento, que está previsto no Plano Plurianual (PPA) de Parauapebas para o quadriênio 2022-2025.

São sete eixos de desenvolvimento.

O PMI de Parauapebas não  conceitua apenas  a edificação de obras.

Ele aponta investimentos em infraestrutura tecnológica para a modernização dos sistemas de tecnologia no município.

Desde o mandato anterior de Darci Lermen, o secretário de Governo Keniston Braga trabalhava a confecção do PMI, elaborando projetos executivos, contratando técnicos, efetuando levantamento junto aos diversos agentes  protagonistas da sociedade municipal.

Nesta quarta-feira, a Segov (Secretaria de Governo)  apresentou o conjunto da obra de planejamento estratégico diante de diversas autoridades e representantes de entidades sociais.

O PMI prevê  dezenas  de construções.

São cerca de 50  obras, entre elas o Museu Municipal, Teatro,  rodoviária, novo mercado municipal,  Polo Tecnológico de Gemas e Joias, Centro Administrativo, Complexo Florindo o Mundo, Complexo Multicultural, Arena Poliesportiva, Centro de Convenções, nova Biblioteca Municipal e campus da Universidade Estadual do Pará (Uepa).

As comunidades da zona rural também serão contemplados com pavimentação de rodovias além de pontes de concretos, que irão substituir todas as atuais existentes de madeira.

Durante mais de um ano, foram realizadas pesquisas sobre cada elemento contido  no PMI.

Dois projetos executivos finalizados estão indo à licitação, e uma sequencia de outros projetos em elaboração.

Só que “a menina dos olhos” do secretário de Governo Keniston Braga – referendada pelo prefeito Darci Lermen -,  é a questão da modernização da máquina pública e da universalização da tecnologia no município, trabalhando o conceito de  “smart city”, que são sistemas de pessoas interagindo e usando energia, materiais, serviços e financiamento para catalisar o desenvolvimento econômico e a melhoria da qualidade de vida.

Em cidades onde o conceito de smart city já existe há alguns anos, esses fluxos de interação são considerados inteligentes por fazer uso estratégico de infraestrutura e serviços e de informação e comunicação com planejamento e gestão urbana para dar resposta às necessidades sociais e econômicas da sociedade.

A Prefeitura de Parauapebas, dentro do PMI, vai nadar de braçadas nessa área, em futuro próximo.

Nenhuma outra cidade do Norte do Brasil tem essa preocupação.

Na visão de Keniston, a quem o prefeito de Parauapebas deu  carta branca para desenvolver o PMI,  o  nível de inteligência de uma cidade engloba governança, administração pública, planejamento urbano, tecnologia,  meio-ambiente, conexões internacionais, coesão social, capital humano e a economia.

Quando se volta a questão das “conexões internacionais” a visão é de que por aí podem surgir muitos recursos de investidores estrangeiros querendo se instalar no município, bem como a questão da atividade turística.

Para apresentar e validar a visão de futuro, eixos e objetivos estratégicos, elencados após a análise dos dados e contribuições coletadas ao longo de vários encontros  com lideranças e a comunidade, um longo caminho foi percorrido pela equipe da Segov.

É aí que Parauapebas fará a diferença, estará anos-luz dos demais municípios considerados atualmente os “maiores do Pará”, como Belém, Ananindeua, Marabá e Santarém.

Administrar uma cidade e trabalhar para o seu desenvolvimento sustentável e inteligente exige superar dificuldades nos campos político, social, econômico e ambiental.

Isso a atual gestão de Pebas atua nesse sentido.

A falta da cultura do planejamento na sociedade brasileira dificulta a transformação das ideias em objetivos e metas concretas, possíveis de se tornarem realidade, especialmente no setor público.

Um exemplo é Marabá, município beneficiado pela sua posição geopolítica, mas que não desenvolve qualquer tipo de projeto no sentido de se planejar para os próximo dez anos.

É tudo no improviso, nos “palpites” do prefeito, na base do “vamos toureando”.

A criação e execução de um planejamento estratégico, com visão de curto, médio e longo prazo é primordial para o sucesso do desenvolvimento sustentável das cidades.

Esse planejamento deve contar com envolvimento não apenas do poder público, mas também de outros agentes de desenvolvimento, como empresários, empreendedores, terceiro setor, academia e a própria sociedade.

Como Parauapebas está fazendo.

Entender a cidade profundamente, suas necessidades e conhecer suas vocações é fundamental para definir as prioridades do gestor público, estruturar planos estratégicos e de ação, com o objetivo de antecipar e atender às demandas da população e suas futuras gerações.