“Espoca-urna” deu o ar da graça, mais uma vez

Publicado em 7 de outubro de 2014

 

Como ocorre em toda eleição, o resultado dos pleitos serve para mostrar que tem voto e quem não tem.

Na  coluna dos campeões de votos, alguns se destacaram, no Sul do Pará, como os jovens candidatos eleitos a deputado estadual e a federal – Dirceu ten Caten (PT)  e Beto Salame (PROS).

Embora tenha sido beneficiado pela estrutura potente da corrente PT Pra Valer, com braços de consolidada expressão estendidos por todo o Estado, Dirceu atraiu votos da juventude, que se não tivesse ele na disputa certamente pulverizaria a votação em candidatos diversos – ou até optaria pelo voto branco.

Beto Salame elegeu-se deputado federal com quase  100 mil votos conquistados em 140 dos 143 municípios paraenses, mesmo entrando pela primeira vez numa disputa eleitoral.

A liderança de seu irmão, João Salame, prefeito de Marabá, contribuiu muito para a vitoriosa disputa do jovem advogado.

Na coluna de “pipoca-urna”, ou seja, aqueles candidatos que malmente conseguem colocar seus votos na urna, muita gente pode ser consolada pelo “Prêmio Espoca-Urna”.

Apenas pegando dois exemplos, candidatos a deputado estadual: Professor Wender Bezerra (Psol), que obteve em todo o Estado   1.375 votos; e  Manoel Rodrigues (Psol), que conseguiu emplacar   563 votos.

As urnas são os verdadeiros raio-x de quem o povo quer como representante, ou não. Trazem sempre agradáveis surpresas, para o alto ou ladeira abaixo. .

O prêmio “espoca-urna”,  comum ao acabar a apuração de um pleito, lembra a famosa história do candidato a deputado estadual  de Flexeiras, Alagoas.

Após o fim da apuração, o rapaz  teve apenas um único voto, o seu.

Assim que chegou em casa após acompanhar a apuração, ele se separou da mulher,  com quem vivia há 25 anos.

“Como pode uma mulher se deitar com um homem e não votar nele?”, perguntava um inconformado  candidato.

A mulher  se defende dizendo que o voto computado para o marido era  dela.

“Como ele pode saber que não fui eu que votei nele, se nós dois votamos na mesma seção?”, perguntou a mulher.

A parca votação doalagoano  e a separação viraram assunto nas rodas da pequena cidade do interior, que sobrevive da agricultura local.

O caso ganhou contornos mais pitorescos porque o vizinho do candidato de voto único, também candidato a deputado,  teve três votos.

Há quem diga que a mulher do rapaz de um só voto,  votou no vizinho,  que teve também o voto de sua mulher.

A moça do rapaz de voto único, nega. “Vai ver o  meu marido  não teve coragem de votar nele mesmo e inventou essa história”.