Hiroshi Bogéa On line

Pipa, Rafael e o vento

São 10h09. Acabou de chover em Marabá. Logo mais o Sol sai. Ele gosta de sair nesta época do ano carregando ventos. Vento-Solar.
Em frente de minha casa tem um garoto de nove anos, Rafael, corpo queimado de tanto correr atrás de pipa. Acho até que a pipa corre atrás dele tanta paixão o menino nutre por ver pairando no ar, subindo, caindo, subindo, o seu “papaio-do-futuro”.
Gosto de ver a pipa correndo atrás do Rafael. Gesto típico de amor da ‘coisa’ pelo menino.
Teclando aqui, sorrio quando lembro do vento de Junho, depois da chuva, botando pipa e Rafael para subirem, subirem, subirem…

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6 Comentários

  1. Anonymous

    6 de junho de 2007 - 23:18 - 23:18
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    Cara, vc acabou me convencendo. Ok vc venceu. Mas a provocação valeu para tornar latente o mais profundo do teu eu poético.
    UFPA Belém

  2. hiroshi

    6 de junho de 2007 - 17:34 - 17:34
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    Pois é. Querer tirar exatamente o que tenho de melhor. Porque com meus devaneios eu faço meu tempo, bom tempo. E tempo bom é para ser aclamado, mastigado, colorido.
    Não nasci para ser poeta, é verdade. Nem o sou. Nem desejo sê-lo, porque já disse aqui, poeta é a inatingível criação de Deus. Imitá-los, ninguém consegue. O máximo que se pode fazer é cometer crime de “clonagem distraída”, roubar versos, plagiar essência dos outros.
    Com meus devaneios, coisa de se esparramar, trespasso de ritmo, aliteração.
    Sem devaneios, se aborrece o dia.
    Literalmente em devaneios, preencho o dia. Eles não podem faltar em mim para não suscitar dúvida. Não faltando, não procede causar surpresa.
    Devaneios não são matérias de se economizar, pode que seja riso, que venha para fartar, para dilatar e dilatar-se.
    Confeito, fantasia…
    Tempo bom de devaneios é para durar, o mês todo, um beijo inteiro, até chegar janeiro, até que brote um outro ou o todo que se possa ter.
    Devaneios de ser pipa na mão da criança que corre na rua -, carregando em si a disposição do tombo e do correr na mesma hora em que pede doce e aceita a terra e enxerga longe.
    Tenho todo tipo de devaneios. Inclusive exóticos do tipo atravessar a rua dançando mambo, ou imitando um urubu-rei em cima do telhado, provocar tropeções, passar trotes, fingir que é guarda de trânsito, dar sustos, amarrar o rabo do gato ou achar que está fazendo verso.
    É comum o portador de devaneios não conseguir identificar por que tem devaneios, o que provoca enorme ansiedade e faz o pobre humano ficar doido para arranjar um motivo qualquer para ficar doido sossegado.
    Devaneios de querer que o dia andasse pra trás, pra começar de noite e terminar de manhãzinha. Devaneios de jogar conversa fora, qualquer uma serve, só para passar o tempo, sem nem perceber que está tomando o tempo dos outros com besteira.
    Devaneios assim. Meus. Só meus.
    Não, esses eu não deixo que ninguém os tirem de mim.

  3. Anonymous

    6 de junho de 2007 - 12:41 - 12:41
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    Pô, baixinho, o anõnimo 6:43 PM quer tirar até os teus devaneios?!!! Putz

  4. Anonymous

    5 de junho de 2007 - 21:43 - 21:43
    Reply

    Definitivamente, você não nasceu pra poeta. Fique só com a notícia que é o seu forte. Devaneios?? nem pensar.

  5. Anonymous

    5 de junho de 2007 - 17:04 - 17:04
    Reply

    “Todo menino é um Rei, eu tam bém já fui Rei, quá, quá….”

    Silvana Santos Maia – Belém

  6. Anonymous

    5 de junho de 2007 - 16:08 - 16:08
    Reply

    O menino da pipa carrega os sonhos infantis que deixamos de ser.
    Ana Amélia Machado – Redenção

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