Pesadelos de sábado à noite

Publicado em 30 de janeiro de 2011

Sentado no banco do ônibus observo um belo exemplar de fêmea, sentada em banco oposto, que teima em sorrir para mim.

Sorriso estranho, porém cativante.

De repente, ela se levanta e dá sinal para saltar.

Com um sorriso, convida. E eu, sem titubear, desço junto.

Nem bem deixamos o ônibus, num ato de ousadia, ela me puxa para um canto da rua, enlaçando meu corpo com seus braços frios. Sinto frio dos pés à cabeça.

Pergunto seu nome.

            – Eu me chamo Maria, Maria da Boa Morte.

Entro em desespero. Tento me desvincilhar dela, mas não consigo.

Seus lábios tocam os meus, transmitindo um frio que congela  a alma.

Imediatamente grito, desesperado:

                         – Socorro!

Nesse momento, percebo estar me debelando na cama de meu quarto, em plena madrugada de domingo, acordando de um louco pesadelo.

Levanto-me, vou ao banheiro, tomo água, ligo a TV, e fico ali, quietinho, esperando o sono voltar de novo.