Pecuaristas mandam aviso duro

Publicado em 5 de novembro de 2007

O teor contundente de uma Carta Aberta responsabilizando o governo pelos problemas agravados no setor rural, divulgada pelo Sindicato Rural de Redenção, é a prova de que o cenário está mesmo para a guerra. Não se tem conhecimento na história política recente do Pará de algo parecido, assinado por uma entidade patronal contra uma administração estadual.
Para quem entende de cifras sinalizadas da área, não tem duvidas: é um recado.
O que diz a nota.

O Sindicato Rural de Redenção (SRR) vem a publico denunciar que a etapa de novembro da campanha de vacinação contra a febre aftosa não ira cumprir os índices de imunização desejados, uma vez que dezenas de propriedades rurais sul-paraenses encontram-se invadidas.

Lamentavelmente, o governo estadual é o principal responsável pelo problema, uma vez que tem deixado de cumprir as reintegrações de posse expedidas e permitido a formação de um estado paralelo, no qual homens armados e encapuzados transitam livremente pela região, fazendo valer a força das armas.

Nesse cenário de verdadeiro horror, ao qual estão submetidos os proprietários de terra – sejam elas pequenas, médias ou grandes – e as famílias de seus funcionários, as fazendas contabilizam inúmeros prejuízos, o acesso é proibido e os animais não recebem o manejo adequado.

Segundo levantamentos preliminares, aproximadamente 100 mil animais deixarão de ser vacinados este ano, colocando em risco todo o programa de combate a doença e especialmente, a recente conquista do Estado de zona livre de aftosa com vacinação.

Mais uma vez é penalizado o produtor rural, e, no Pará, ao contrário de outros Estados que gastam bilhões de reais para fazer funcionar os seus programas de combate a doença, nossos governantes assistem a tudo de braços cruzados, sem intervir.

Enquanto somos ameaçados, expulsos de nossas casas, impedidos de produzir, gerar emprego e renda ao nosso Estado.

Senhores, mais uma vez clamamos por providências urgentes, porem, nos ditames da lei. Se não é prioridade deste Estado respeitar os direitos constitucionais como já foi visto inúmeras vezes, que pelo menos seja não amargar mais esse prejuízo aos cofres públicos.

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Nota: o grifo é do blog.