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Pecém tem novo parceiro

A Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) acaba de atrair um novo sócio. A Posco, maior siderúrgica da Coréia e uma das maiores do mundo, junta-se à Vale e à Dongkuk no projeto, que está sendo construído no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), no Ceará. Na nova estrutura societária da CSP, a Vale passará a ter, aproximadamente, 50% do empreendimento, a Dongkuk, 30%, e a Posco, 20%.

Para o diretor-presidente da Vale, Roger Agnelli, a entrada do novo sócio demonstra o interesse dos investidores internacionais em projetos no Brasil. “Entendemos que o Brasil é o melhor lugar para se produzir aço. Por isso, temos estimulado parcerias com nossos clientes para aumentar a produção no país”, explica Agnelli.

A participação da Posco é estratégica ao desenvolvimento do projeto da CSP. “A entrada deste novo sócio agrega ainda mais valor, pois contaremos com a tecnologia e experiência operacional da Posco em usinas siderúrgicas integradas de grande porte”, avalia Aristides Corbellini, diretor de Siderurgia da Vale. A CSP será uma usina integrada e terá capacidade de produção de 3 milhões de toneladas de placas de aço para exportação, podendo chegar a 6 milhões numa 2ª fase. A obra está na fase de terraplenagem e foi iniciada em 16 de dezembro de 2009. A previsão é de que o projeto entre em operação em 2014.

A CSP é um dos mais importantes empreendimentos privados do Nordeste e um dos maiores do Brasil, com investimentos previstos em 4 bilhões de dólares e geração de 15 mil empregos durante a obra. Na fase operacional serão mais 4 mil empregos diretos e outros 10 mil indiretos. Além de placas de aço, a CSP também produzirá energia elétrica para consumo próprio, sendo que o excedente será disponibilizado ao mercado nacional.

O projeto permitirá promover o crescimento da siderurgia no País, agregando ainda mais valor ao minério e gerando riqueza e desenvolvimento para o Brasil e para o estado do Ceará. O estado foi escolhido devido às facilidades logísticas e à sua localização estratégica favorável para a exportação. Além disso, a área de cerca de mil hectares possui solo apropriado à instalação desse tipo indústria. A siderúrgica contará ainda com a infraestrutura portuária do CIPP, que possui excelentes instalações de carga e descarga de materiais e produtos, além de acesso fácil por rodovias e ferrovias.

Todo o projeto foi compartilhado com comunidades, empresários e o poder público, enfatizando sempre o compromisso socioambiental da CSP, que destinará cerca de 25% do investimento para modernos equipamentos de controle e monitoramento de emissões, lançamento de efluentes e gerenciamento de resíduos. Além de movimentar a economia com a geração de emprego, renda e capacitação de mão de obra local, o empreendimento contribuirá para o crescimento do PIB do estado do Ceará.

Mão de obra local

Já na primeira fase de obras, o projeto deverá gerar mais de 15 mil empregos diretos. Na fase de operação, em 2013, serão mais de 4 mil empregos diretos. Durante a construção da usina, a mão-de-obra local será priorizada nas contratações. Para isso, a CSP vai atuar em parceria com instituições de ensino na promoção de cursos de capacitação técnica para formar os profissionais para os postos de trabalho que serão abertos.
 
Fonte: Secom Vale
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