Hiroshi Bogéa On line

Papo com Carlos Guedes

A seguir, resumo de uma conversa que este poster teve com Carlos Guedes, ex-secretário da Sepof:

Sem tempo para mágoas.
É como ele se sente. Entende que guardar mágoas não ajuda a construir uma vida superior. O sentimento é de desilusão por causa dos sonhos de ajudar a construir um Estado melhor, desfeitos prematuramente. “O Pará é um estado lindo, gigante, com adversidades vistas em poucos lugares do planeta. O desafio de trabalhar a sua transformação é envolvente. Temos sonhos, ideais e juventude para gastar na busca desse tempo. Como não deu de seguir a estrada que traçamos ao lado da governadora, fica a sensação de desilusão. Mágoas, não tenho de ninguém”.

De onde partiram os ataques.
Guedes diz que a disputa por espaço dentro de qualquer administração pública, é comum. Como também no setor privado. Só que ele não estava com o espírito predeterminado a ocupar espaços de ninguém, olhava tão-somente para as metas a serem buscadas na Sepof. “Não quero fazer ilação sobre de onde surgiram os ataques à minha presença na administração, até porque a governadora precisa de calmaria interna para executar seu programa de governo, e eu torço para que ela seja a melhor governadora do Pará.

Quem errou.

Carlos Guedes vive momento de reflexão como forma de entender os prós e contra dos fatos ocorridos. “Considero as agressões e mal entendidos como um processo educativo. Erramos todos, eu, meus ex-colegas de governo e quem esteve no entorno dos acontecimentos. Mas tudo o que ocorreu serve como ponto de partida para nos orientar, é um processo de reordenamento de caminhos. Acho até que se erramos foi com a preocupação voltada para acertar”.

O futuro.
O ex-secretário da Sepof está aguardando a poeira assentar. Manteve contatos com dirigentes do governo Lula, em Brasília, tem algumas alternativas para voltar a trabalhar, e acha que até o final do mês estará ocupando alguma função, dentro ou fora do Incra, órgão ao qual é vinculado.

Governo Ana Julia

Quando passou a falar sobre o governo do PT no Pará, Guedes denunciou sua admiração pela governadora. “Ela é uma pessoa carismática de profundo sentimento humano e preocupações com as causas sociais. Temos responsabilidades a compartilhar no atual momento político do Pará. Se o governo do PT falhar, haverá grande decepção no seio da comunidade com fortes possibilidades de retorno do atraso. Eu acredito sinceramente no sucesso da governadora, ela fará uma grande gestão. Os programas administrativos, tão logo comecem a ser colocados em prática, darão um ritmo diferenciado à visão que se tem atualmente do Estado”.

Post de 

9 Comentários

  1. Anonymous

    18 de junho de 2007 - 14:05 - 14:05
    Reply

    É Hiroshi tem gente que faz tudo para aparentar o que não é.
    Um exemplo disso e a secretaria de estado Suely Oliveira(SEDURB).Ela quietinha vai movimentando as peças do jogo politico.Pessoa de confiança da governadora.Teve forte influencia na mudança de atribuições da SEPOF para SEFA.Tem grande influencia sobre Charles Alcântara um dos seus pupilos.

  2. Anonymous

    18 de junho de 2007 - 02:34 - 2:34
    Reply

    Na verdade o Guedes foi atropelado pelos comandantes da DS no Pará.São eles Charles Alcântara,Claudio Puty,os irmãos Marcilio e Maurilio Monteiro e Suely Oliveira.

  3. Anonymous

    18 de junho de 2007 - 02:17 - 2:17
    Reply

    Eu vou citar apenas dois nomes de peso Claudio Puty e Charles Alcântara.(São apenas dois dos melhores técnicos que oculpam o primeiro escalão do governo estadual)

  4. Anonymous

    17 de junho de 2007 - 02:57 - 2:57
    Reply

    TODOS PRECISAM LER ISSO:
    FONTE: O ESTADÃO.COM.BR
    DATA DA PUBLICAÇÃO: 16 de junho de 2007 – 16:38

    A exemplo de Marta, ministros de Lula colecionam gafes

    Recente frase da ministra do Turismo provocou reações e a fez pedir desculpas

    Carlos Marchi

    BRASÍLIA – As incontáveis gafes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva fizeram escola dentro do governo: seus ministros ostentam uma invejável coleção delas, a exemplo do recente ´relaxa e goza´ da ministra do Turismo, Marta Suplicy, dirigido aos passageiros que sofrem com os atrasos nos aeroportos.

    Uma das mais escabrosas é de autoria do então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Em agosto de 2003, num evento em São Paulo, um estudante jogou uma galinha sobre a então prefeita Marta Suplicy e ele protestou: “Jogar uma galinha é uma ofensa e seria como se algum homem estivesse falando e jogassem um veado lá dentro.”

    A ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Política da Promoção da Igualdade Racial foi autora de uma super polêmica declaração. Em março de 2007, em entrevista à BBC Brasil, ela considerou natural a discriminação de negros contra brancos. Literalmente, afirmou que “não é racismo quando um negro se insurge contra um branco”. E foi mais longe para explicar: “Quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou.”

    O então o ministro de Segurança Alimentar e Combate à Fome, José Graziano, declarou, em fevereiro de 2003, que era imperioso desenvolver o semi-árido nordestino e explicou por quê num evento patrocinado pela Fiesp para celebrar o apoio da iniciativa privada ao Fome Zero, então recém-lançado: “Se eles (os nordestinos) continuarem vindo para cá nós vamos ter que continuar andando de carro blindado”. Como Marta fez agora, depois tentou explicar o inexplicável.

    Em novembro de 2003 o então ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, ordenou o bloqueio do pagamento de benefícios aos aposentados com mais de 90 anos que não fizessem o recadastramento no INSS. A medida provocou uma hecatombe de protestos. No Bom Dia Brasil, da TV Globo, Berzoini disse que não pediria desculpas por sua medida radical. À tarde, depois de receber ordens taxativas de Lula, recuou e pediu desculpas.

    Em abril deste ano, o atual ocupante da mesma pasta, Luiz Marinho, atropelou aposentados que se manifestavam contra o aumento dos benefícios do INSS em frente a seu ministério e cercaram seu carro. Alguns dos aposentados caíram e três deles se machucaram. “Viemos ordeiramente para entregar nossas propostas ao ministro, esperamos ele sair, e ele tocou o carro em cima da gente”, queixou-se o presidente da Confederação Brasileira dos Aposentados.

    Em abril de 2004 o então super-poderoso ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, fez uma ironia dispensável. À saída do Palácio Itamaraty, ao ser indagado por jornalistas sobre o novo valor que o governo fixaria para o salário mínimo, ele evitou fazer comentários sobre cifras. Como os jornalistas insistiram, o ministro soltou a frase infeliz: “Salário mínimo, só no tempo em que eu era office-boy”, respondeu.

    Em setembro de 2003, descobriu-se que a então ministra de Assistência e Promoção Social, Benedita da Silva, fora a Buenos Aires, para um encontro evangélico, com passagens e diárias pagas pelo governo. Para dissimular, marcou uma visita a sua homóloga no governo argentino. A oposição contabilizou viagens dela aos EUA, à Argentina e à África do Sul e fez piada. “A ministra é chegada a uma mordomia em nome de Deus”, comentou um boletim do PSDB.

    Quando já não era ministro, mas presidente do PT e coordenador da campanha de Lula à Presidência, em setembro de 2006, Berzoini caiu dos dois cargos depois de admitir que tinha conhecimento da ação de assessores que montaram um dossiê com falsas acusações aos então candidatos do tucanos José Serra e Geraldo Alckmin. Ele admitiu saber que dois assessores seus tinham oferecido material com falsas acusações aos candidatos adversários.

    No começo do governo, em janeiro de 2003, o então ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, provocou um cogumelo atômico ao afirmar, numa entrevista, que o Brasil deveria dominar todo o ciclo nuclear. Nos dias posteriores o governo teve de desmentir que o Brasil pretendesse fabricar a bomba atômica.

    Em maio de 2005 o ministro Thomaz Bastos foi envolvido em outra formidável polêmica. A Secretaria Nacional de Direitos Humanos teve de suspender a distribuição da cartilha intitulada Politicamente Correto & Direitos Humanos, editada em 2004, depois de ampla repercussão que ironizava a impropriedade da publicação oficial.

    Entre outros verbetes, a cartilha condenava o uso de expressões como “a coisa ficou preta” (para não incorrer em racismo), ´baitola´ ou ´gilete´ (aconselhava usar ´gay´ ou ´entendido´), ´sapatão´ (sugeria ´lésbicas´) e xiita (qualificado como termo pejorativo aos muçulmanos).

  5. Anonymous

    16 de junho de 2007 - 22:48 - 22:48
    Reply

    Sem sobra de dúvidas, o Carlos era o melhor quadro técnico do atual governo.

  6. Anonymous

    16 de junho de 2007 - 22:24 - 22:24
    Reply

    Vamos lá companheiros, me digam qual projeto do PT-ANA para o Pará?? Será o mesmo de Lula para o Brasil?? O mesmo de Darci para Parauapebas?? O mesmo de Zeca do Pt para o Mato Grosso?? De Marta para São Paulo?? Os projetos do PT têm se mostrado aversos às expectativas dos ingenuos eleitores (e mesmo à legalidade) que empenharam votos de confiança.

  7. Anonymous

    16 de junho de 2007 - 21:16 - 21:16
    Reply

    O erro do companheiro Guedes foi acreditar no envolvimento de todos os petistas na gestão de Ana. Ele não deveria ter cometido a ingenuidade de achar que o partido dedicasse atenção ao projeto estadual de governo. Caiu por isso.

  8. Anonymous

    16 de junho de 2007 - 19:39 - 19:39
    Reply

    Infelizmente companheiro Guedes suas alianças com a deputada Bernadete Ten Caten,com Stefani Henriques acabaram derrubando voçe.
    Seus erros nesses 5 meses de governo não foram administrativos ou tecnicos,e sim politicos.
    A DS não se resume a voçe ou a companheira Ana Júlia e sim a um coletivo.

  9. Anonymous

    16 de junho de 2007 - 19:09 - 19:09
    Reply

    Parabens, Guedes, pela grandeza. O tempo provará que voce não podia nunca ter saído desse governo do PT.
    Ramos Lima, Abaetetuba

Deixe seu Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *